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Quando o despertador era o galo

Venho com livro, quiçá desconhecido, mas Prémio Revelação de Literatura da SOPEAM; galardoado no Brasil com o Prémio Internacional de Conto, da Academia de Letras e Ciências de São Lourenço, Minas Gerais. Autor Luís Esperança Ferreira Lourenço de Regueira de Pontes, Leiria. Livro de contos fruto da experiência de aldeão João Semana. Ganhará se o ler. Vem não pelo conteúdo, mas pelo Título e por ser o autor do Distrito de Leiria. onde os contos decorrem e me situo no começar desta Crónica, escrita sem luz eléctrica, neste empenhar-se contra nós a Natureza, aliando-se a Coelho Passos Pedro (CPP) no infernizar os dias e o gastar o que não temos, roubados que somos com descaro e encarniçada desumanidade pelo governo que no poder a que o CDS, cúmplice da tragédia, se agarra como lapa, traidor do Povo e da ideologia que o sustenta.Dada a explicação, o que trago e me trouxe.

Gonçalo Reis Torgal
25 Jan 2013

Chego da Comemoração do 18 de Janeiro, na Marinha Grande. Acompanhei os Amigos Vidreiros, neste dia em que se honram por serem terra e classe que tem dia e gente para festejar. Feliz Terra e Povo que não desdenha e lembra os seus ilustres e dias grandes, mesmo de glória e morte em vão. Não vou, hipocritamente, dizer que sinto a data como eles. Tinha então 3 anos e a formação cultural não me teria permitido acompanhar o espírito de revolta que os lançou na aventura, se mais velho fôra, traídos, pelos que dela fugiram. Ontem como hoje, o servirem-se os políticos do Povo, contra o POVO. Reconheço, porém, a grandeza de espírito dos que lutaram. O despertador seria o galo, mas a consciência do não lhes convir (errados estivessem) não os adormeceu, amarrados ao reclamar, sem agir. Tempos graves, aqueles, quando se incitava a ser “Todos pela Nação”, que podia não ser a Nação esperada e desejada por todos – embora não fossem “contra a Nação” – mas era LIVRE, como LIVRE era no criticado “Orgulhosamente sós!” PORTUGAL, porém. Hoje, ocupados, com governo a mando alheio, como só o foi sob o domínio de Espanha e do “rei” Junot. Com factotens da TROYKA, como então do Conde Duque de Olivares ou do Governador de Paris, somos incapazes de acção que grite a discordância com o desgoverno do POVO, do País – governar contra o POVO é contra PORTUGAL. E não venha CPP, por si ou ministro mandado, lágrimas de crocodilo, dizer que salvou Portugal. Patriotismo tais, lembram-me Óscar Wilde quando dizia que certo patriotismo “é a virtude de cobardes” oportunistas.
Na segunda década do século XXI, já ninguém pensa que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, mas começamos a pensar que o governo de CPP “come” o pequeno almoço das nossas crianças, muitas das quais, se o têm, o devem às instituições de solidariedade social: Misericórdias e outras, laicas ou religiosas. O governo demitiu-se, como não apenas se demitiu, mas ferozmente ataca os Velhos, que se vão morrendo perante o vil alheamento do governo, quiçá a esfregar as mãos quando sabe que mais um foi encontrado morto no abandono de uma velhice desamparada. Porém, este governo faz-se sempre representar, até a nível ministerial (cf. DM e o ministro Pedro Mota Soares) quando sabe de qualquer acção, visando o minorar o mau passar do fim de vida de quem acreditou no Estado e lhe confiou as reformas ou pensões, pensando lidar com pessoa de bem e não com vilão de má fé, que lhas sugou.
Perante tudo isto, e um PS sem crédito, internamente desunido que, na ânsia do não compromisso, traz à ribalta (ou o permite) Pedro Silva Pereira, maquiavélico braço direito do milionário emigrante em Paris (À custa de quem e para quê, além de fugir às responsabilidades da desventura deixada?); destaca José Junqueiro que em consecutivas legislaturas desprezou os interesses de Viseu; mantém o inútil produto da JS que é (verrinosamente mau, quando poder) Jorge Lacão a par de “Cids” de questões fracturantes alheias ao POVO. Sem esperança, na prática que muda e transforma, na demais oposição. Com um PR palavroso mas alheio. Com dúvidas sobre a não subordinação da prática jurídica ao interesse partidário pelo Tribunal Constitucional, nada fica.
Melhor, resta a FORÇA HISTÓRICA de ser PORTUGUÊS.
Para despertar, para lá do GALO, queda a FÉ no que somos, pelo que fomos.
Não podemos, porém, continuar inertes. Vamos repor PORTUGAL. Meditemos nos versos de Sardinha:
 
O céu laivou-se de clarões guerreiros,
O céu cobriu-se de mortais agoiros.
Há toques de buzina sobre a serra,
Há toques longos, toques duradoiros.
 
Venha uma espada para guardar a terra
Antes que a onda leve os trigos loiros.
Cerra o quadrado, Santiago, cerra!
Cerra o quadrado que é sinal de moiros,
 
Cerra o quadrado, às armas todos juntos.
Ide acordar trombetas os defuntos,
Que vivo ou morto, que ninguém se fique
É Portugal que está chamando a raça.
A pé e às armas nesta hora baça
[Tem] de nascer nova manhã de Ourique.1




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