Fotografia:
Competições em perigo

Com a entrada em vigor do Orçamento de Estado para 2013, a sociedade civil terá um conjunto de maiores dificuldades visto que terá de suportar os elevados impostos que o Governo atual impos a todos os portugueses. Com todo este cenário pela frente e com o acumular da austeridade tem-se vindo a refletir no dia a dia de todos os cidadãos sendo alargado a todas as áreas da sociedade portuguesa. E o desporto não foge à regra, nomeadamente nas modalidades amadoras que estão a passar por muitas dificuldades levando já ao abandono de algumas equipas das diversas modalidades. Até nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores o futuro do desporto continua envolvido numa teia de incertezas.

Luís Covas
25 Jan 2013

O recente despacho normativo publicado no “Diário da República” de 8 de janeiro, que visa a comparticipação dos encargos com as deslocações das equipas do continente para as ilhas, mantendo a exclusão do apoio no transporte aéreo aos atletas e clubes das duas Regiões Autónomas nas viagens para Portugal continental, vem agravar ainda mais a crise com que o desporto insular (Madeira e Açores) se debate, num ano em que as verbas dos Governos Regionais destinadas à atividade desportiva foram reduzidas em 15 por cento, levando a que muitas equipas destas regiões, de diversos campeonatos, tivessem abandonado as competições ou em alternativa é o abandono de atletas que militavam naquelas equipas insulares.
Ainda a semana passada no Madeira Andebol Sad, 4 atletas do continente (Nelson Pina, Carlos Siqueira, João Paulo Pinto e Pedro Peneda) abandonaram aquele clube supostamente por atraso nos subsídios aos atletas. Daí que se comece a questionar o futuro dessas modalidades e que competições a participar.
O Governo Regional da Madeira decidiu atribuir 12.865.846,00 euros ao desporto para a época 2012/13, para as modalidades de futebol, andebol e basquetebol, mas com uma redução de 15% o que traz mais dificuldades.
Como já referi em artigos anteriores, serei sempre a favor de um sistema que, com todos os seus defeitos, coloque lado a lado a educação e o desporto.
No topo desta pirâmide toda temos uma indústria televisiva que poderia suportar em massa todo este fenómeno e que faria chegar a cada casa a modalidade com os seus dividendos em termos de publicidade e contratos de transmissão com regras bem definidas e claras, de modo a que todos possam ser tratados da mesma maneira independentemente do peso que possuem.
Acredito que em Portugal estará na altura de usar esta “crise” para criar estruturas onde comecemos a desenvolver na base o jogador português, onde devemos elaborar um plano a médio/longo prazo em relação ao caminho que queremos para a nossa modalidade. As modalidades têm que ser de todos os jovens e não só daqueles que vivem em certas zonas do país.
As instituições responsáveis têm que ter como primeiro objetivo garantir a prática desportiva e alargá-la muito mais em termos de praticantes. Ter-se-á que rever prioridades, definir o que é importante e começar de “novo”, se necessário.
Dá trabalho? Bastante. Leva tempo? Muito! Tem obstáculos e desafios? Imensos! Somos competentes e capazes de o fazer? Sem dúvida, somos dos povos mais competentes, empenhados e sabedores. Vamos à obra, sabendo que através das adversidades tornamo-nos mais fortes e capazes!




Notícias relacionadas


Scroll Up