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Festa do Baptismo de Jesus – 13 de Janeiro

Amanhã a Igreja celebra o Baptismo de Jesus. Quando recebemos o Baptismo, que é o Sacramento de entrada e pelo qual somos filhos da Igreja, recebemos o dom do Espírito Santo que Jesus antecipou com este gesto. Com este Sacramento Deus faz a ponte com os homens. Há uma figura que se salienta nesta Festa (além do Senhor): é João Baptista que afirmou: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu não sou digno de lhe desatar as correias das sandálias. Eu baptizo-vos em água, mas Ele vos baptizará com o Espírito Santo” (Mc 1, 7-8).

Maria Fernanda Barroca
12 Jan 2013

O Papa Bento XVI, ao baptizar um grupo de crianças no Vaticano teve estas palavras: “(…) é necessário ensinar-lhes a reconhecer Deus como Pai e saber relacionar-se com Ele como filhos. (…) quando actualmente se baptizam as crianças não se lhes faz qualquer violência – é-lhes dada a riqueza da vida divina”.

A «teoria» que não se deve baptizar as crianças, mas sim deixar isso para quando elas possam optar, faz-me logo responder que: é uma violência dar de comer às crianças, mas deixar isso para quando elas possam optar. Ridículo, costumam responder-me – a criança se não fosse alimentada morria. Pois é, mas se não for baptizada, fica à mercê das forças do mal.

O Santo Padre recomenda, quando ao Baptismo de uma criança se siga uma educação e formação com o andar dos anos, aí sim com liberdade que façam opções responsáveis. É grande nestes casos o papel dos pais e dos padrinhos. Os pais escolheu-os Deus, os padrinhos devem ser escolhidos criteriosamente pelos pais e são na falta destes, os primeiros responsáveis.

Felizmente, graças a Deus e ao trabalho esclarecido dos párocos, os baptizados estão a deixar de ser um «acto social», onde o que mais conta é o vestido, a boda, as prendas, etc.

Relembrar o nosso Baptismo devia ser para nós mais importante que lembrar o dia do aniversário. Há países que quando ainda não eram republicanos e laicos a maior festa era do onomástico do baptizado.

É pena que muita gente a quem pergunto, não sabem a data do seu Baptismo.
Eu, enquanto puder mando sempre os parabéns aos meus afilhados no dia do seu Baptismo, mesmo que dadas as circunstâncias actuais tenham emigrado. Mas para isso serve o skype, os SMS, os e-mails. Na Internet, felizmente nem tudo é mau.

Eu disse que na falta dos pais são os padrinhos os primeiros responsáveis. Mas não quero deixar de fazer um acrescento: os padrinhos são geralmente da mesma geração dos pais e então lembramos aos avós que podem ser eles a ensinar as primeiras orações e ajudá–los a rezar.

Em casa dos pais de uma minha afilhada que já tem uma bebé de 18 meses, o Presépio já foi arrumado menos o «Juju», porque a bebé não sai de casa dos avós sem dar um beijinho ao «Juju».

Mas voltando ao nosso Baptismo. Se fomos baptizados em crianças os compromissos foram assumidos pelos pais e padrinhos. No dia da nossa Confirmação somos nós já crescidos que assumimos esses compromissos.

É de realçar uma coisa muito positiva que não acontecia na minha geração: hoje o Sacramento da Confirmação é antecedido de uma preparação, quer seja para um jovem de 18 ou um adulto que ainda não está confirmado. Ora se com 18 anos já podem tirar carta de condução. Também já podem decidir se querem ser confirmados.

Claro que a nossa Confirmação acarreta ou deve acarretar um desejo de evangelizar e neste Ano da Fé podemos fazer um pequeno exame de consciência:
Costumo ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos de bens materiais e de assistência religiosa? Não tenho medo de me aproximar dos que rotulamos de pecadores (coisa que só a Deus pertence) para lhes dar esperança, dignidade e vontade de viver? Quem sabe quantos suicídios se evitariam se nós ousássemos proceder assim!

O Senhor no Baptismo deu-me o Espírito Santo que me capacita para o que Ele destinou fazer da minha vida. Procuro conhecer esse programa em que Jesus se empenhou e pelo qual deu a vida?




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