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Aguenta povo…

Aqui estou, eu, um simples cidadão deste país que dizem “à beira-mar plantado”.Começo por fazer “uma declaração de interesses” e dizer que nada me move contra a empresa sobre a qual vou contar “uma histórinha” que acontece muitas vezes aos seus balcões, antes pretendo com este escrito colaborar na melhoria dos serviços e denunciar uma situa-ção que nos dias de hoje se torna algo caricata e que leva a uma certa revolta da alma e do corpo.

José Leite Silva
9 Jan 2013

Antes da “histórinha”…
… tive de pedir licença ao patrão para ir tratar de assuntos pessoais. Ele, contrariado, lá me autorizou, mas foi-me dizendo que me descontava a tarde por conta das férias e que não pedisse muitas vezes que lá voava o dito cujo “prémio da assiduidade”.
Lá fui. Estacionei o “popó no parque de estacionamento, dado que nem os arrumadores do local tinham sítio para me indicar. Cheguei ao espaço onde se desenrola a “história” que passo a contar.

“A Histórinha”
São 2h45m, duma tarde, (não vale a pena referir o dia pelo que ao que indaguei acontece variadíssimas vezes), entro nos serviços a que chamam “Loja do Cidadão”, dirijo-me à empresa na qual tenho de resolver o problema que me leva ao local. E fico logo assustado com o número de pessoas que vejo em pé. Dirijo-
-me à maquineta que regula o “trânsito” no serviço desejado. Carrego no botão… aguardo… não sai o devido talão indicativo do número para ser atendido. Volto a carregar e… acontece que nada acontece!!! a dita cuja máquina não “vomita” nenhum talão. Uma voz anónima sussurra-me: – a máquina não deve ter papel. Pensando, logicamente, que a “doença” seria a falta dos talões dirige-me, pelo meio da confusão, a uma das balconistas (todas elas, verdade seja dita, carinhas larocas e corpinhos bem tratados) a expressar, educadamente, que a máquina não dava talões. E é então que, para espanto meu, a jovem que me atendeu, em modos pouco meigos, me diz:
– Não há mais talões. Não atendemos mais ninguém! É assim. Já sabem! (eu não sabia nada, fiquei a saber). E o meu caríssimo leitor sabia? Então fica a saber tanto como eu. E já está prevenido. Também estou aqui para alertar para esta situação.
Fiz sentir à senhora que não estava correto. Que eram ainda 15h00!
Resposta dela: – Reclame. Aqui há livro de reclamações!!!
Mas até para reclamar tinha pes-
soas na fila à minha frente. Não era só eu que me sentia injustiçado com a situação. Sou sincero, não fiz a reclamação. Optei antes por denunciar esta situação em termos públicos. Por isso, aqui estou.
E faço-o a pensar numa senhora idosa, com dificuldades de locomoção, com lágrimas nos olhos, que a meu lado, me dizia que tinha vindo de um concelho vizinho, de camioneta, reclamar de uma fatura que já tinha pago, como atestava com o respetivo comprovativo.
Outros, muitos, queixavam-se que era inadmissível que não fossem atendidos, que já tinham ido ali várias vezes e que não conseguiam resolver os seus problemas.

Após a “histórinha”…
Caríssimo leitor; talvez já esteja a adivinhar qual a empresa em causa.?! Talvez até já lhe tenha acontecido algo parecido. Pois, então, digo-lhe que me estou a referir à EDP e aos seus balcões na Loja do Cidadão de Braga. (será que noutros balcões da empresa também é assim?)
E, pergunto-me: – Será que numa empresa destas, com altos quadros (muitos deles bem remunerados), não haverá um que seja “acima da média” (já nem falo no Dr. Mexia) e não pense que a situação narrada é inacreditável, inconcebível e injusta para com o cidadão que suporta a empresa? Que é por estas “pequenas-grandes coisas” que o comum dos mortais diz mal da empresa o que prejudica a sua imagem? Que a concorrência está aí à porta e que há que não perder clientes?
Senhores mandantes da EDP (sejam chineses ou portugueses, não me importo), o problema não está nos trabalhadores(as), está simplesmente na organização do trabalho, um mal muito nosso, muito português. É por isso que somos muito bons no estrangeiro, como emigrantes e somos uns “coitadinhos” cá no burgo.
Então, dirão vocês, – Que fazer?
Resposta fácil e simples (se houver vontade, claro!) – Abram outro balcão na cidade. (até ajuda a combater o desemprego). A cidade precisa. E os bracarenses agradecem e merecem. Ou, coloquem mais pessoas a atender o público. Ou, ainda, pelo menos e no mínimo, respeitem o cidadão-consumidor e avisem que não há senhas!!! Assim, é que não pode ser. Há que mudar. Há que atender melhor. Já não chega ser razoáveis. Têm de ser bons. (infelizmente e lamentavelmente querem ser fraquinhos no atendimento?!).
O que não mereço (e como eu, muitos) é perder uma tarde de trabalho e não resolver o assunto!!!  e ainda stressar com a situação vivida; o meu patrão não merece que o empregado goze férias quando ele mais precisa dele; não merece a pobre idosa ter de se deslocar, não ser atendida e ainda ser amea-
çada de corte de energia; e não merece o cidadão-comum estar horas à espera em condições pouco dignificantes para a empresa (paciência chinesa, precisa-se. Primeiro para a triagem e depois para ser atendido, parece que estamos no hospital).
Em jeito de conclusão, daqui envio um “recadinho”aos senhores Drºs da EDP: – cuidem-se que assim não vão longe. A concorrência está aí. A imagem duma empresa demora anos a construir-se, mas em minutos se destrói. Esta “histórinha” ajuda a prevenir e publica-se para colaborar na melhoria do serviço.




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