Fotografia:
Rir faz bem

Escrevia alguém:“Rir faz bem!
Rir é bom!
Rir faz bem
Ao coração”

Vivemos num mundo cheio de problemas que ressaltam por todos os lados. Há publicações que fazem as suas delícias a escancarar os problemas da humanidade, sobretudo aqueles, verdadeiros ou falsos, que podem favorecer o fluxo comercial. Oposta a esta faceta está a do sorriso luminoso.

Manuel Fonseca
8 Jan 2013

Escrevia um autor, em tom jocoso, que as rugas da cara das pessoas se devem à falta de irrigação sanguínea. E esta só se verifica com umas boas risadas todos os dias. Então os músculos faciais movimentam-se, o sangue circula abertamente e o rosto rejuvenesce.
A essas notícias miserandas demos um bom desconto “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”.
Em geral, os santos foram alegres. Recordo um episódio da falecida Madre Teresa de Calcutá, que calcorreou o mundo ajudando a remediar os mais fracos. Ela tinha feito um contrato com Deus de tirar uma alma do purgatório por cada fotografia que lhe tirassem, pois representava um grande sacrifício. Num dia de muitas fotos, verdadeiro pesadelo, exclamou: “De maneira que hoje o purgatório vai ficar vazio!”
O sentido do otimismo está de harmonia com a fé cristã, que convida constantemente os crentes à exultação e à esperança. Como somos seres convidados às alegrias perenes do paraíso, por que não sorrir, saudar efusivamente, dar os parabéns e dar umas boas risadas…, que desopilam o fígado e aliviam o coração?!
Dizem que a risibilidade é a prova da inteligência humana… que os animais não riem… Embora seja verdade, só o é parcialmente, pois os animais são imensamente festivos, sobretudo os mais novos. Escrevia um autor: “É impossível manter uma cara sisuda na presença de um ou mais gatinhos”.
A respeito do bom humor, afirmam que é prova de pessoa de bom senso. E nesse aspeto distancia-se do aforismo “muito riso, pouco siso”. É preferível receber esse apodo do que andar a chorar misérias e
doenças todos os dias.
Ligada a este espírito de boa disposição está a confiança que devemos depositar em nós mesmos. Todas as pessoas têm as suas capacidades, duma maneira ou doutra, para esta obra ou para aquela, mais ou menos perfeita, e ser úteis ao próximo. É capaz o jornalista que escreve, como o sapateiro que bate a sola ou o trolha que jorra a massa ou o pedreiro que racha a pedra… Benjamim Spock escrevia: “Confie em si. Sabe mais do que aquilo que pensa”. Acrescento: pode mais do que julga.
Esta qualidade de rir face a qualquer situação, produz ótimos resultados, diante de Deus e dos homens. Deus ama aqueles que trabalham a cantar e sabem perdoar. Mais facilmente são ouvidos nas suas orações, mesmo sem lhes sair a sorte grande (esta é só para os afortunados). Em relação ao próximo, porque ele está mais perto dos hilariantes e sorridentes. “Se fizer rir as pessoas, desperta-lhes a atenção, podendo depois falar-lhes de quase tudo o que quiser”, afirmava Herb Gardner.
Caro amigo, vale a pena fazer a experiência do riso, à maneira dos grandes homens que não se vergam diante da contrariedade e sabem manter um sorriso franco e amistoso em todas as situações.
Recordo os presidentes dos EUA, entre os quais R. Reagan, falecido há uns tempos, que gracejou dias depois de ter sido baleado. E também quando lhe abriram a cabeça numa operação cirúrgica (apareceu a rir-se com a cabeça destapada, rapada dum lado e cabeluda doutro).
É o desafio da alegria à tristeza, da luz às trevas, do ser inteligente e capaz à obstrução e ao pesadelo.
Ria, amigo.
Sorria, ao menos.




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