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A falta de resiliência do primeiro ministro

Passos Coelho é uma personalidade que vive mal com a crítica adversária. Não tem o devido cuidado com o sentido de Estado, pela sua insensibilidade de ouvir as pessoas, governar para as pessoas. Não esqueçamos que foram as pessoas que o elegeram para o cargo que ocupa nos destinos deste Portugal quase insolvente. Não sabe viver com o conceito da resiliência. Perceba-se que esta terminologia vem do latim, resilio, que significa ressaltar. O termo foi adoptado pelas ciências sociais para caracterizar as pessoas que conseguem resistir e ultrapassar as adversidades, apesar de estarem expostas a ambientes adversos.

Albino Gonçalves
7 Jan 2013

Ser resiliente é “desenvolver a capacidade física, ou fisiológica, conducentes a determinados níveis de endurance física ou psicológica e até a uma certa imunidade que lhe possibilite aquisição de novas competências de ação, que lhe permite adaptar-se melhor a uma realidade cada vez mais imprevisível e agir adequada e rapidamente sobre ela resolvendo os problemas que esta lhe coloca”.
Alguns autores privilegiam a tese de que a resiliência se caracteriza por um conjunto de processos sociais e intrapsíquicos que possibilitam ter uma vida saudável num meio de conflitualidade. Esses processos desenvolvem-se através do tempo e resultam da influência da família, dos suportes sociais e da educação.
Depressa percebemos, que ao estilo politicamente péssimo, as infelizes saídas de terminologias verbais dos neurónios efervescentes, têm desempenhado uma estupefação de comportamentos de mal-estar cívico, quebra de princípios éticos e baixeza do nível intelectual no procedimento do dever da cidadania.
Nalguns políticos e governantes, brinca-se de mais com as palavras, falta-lhes sinais de orientação social positiva, auto-estima elevada, coesão pedagógica e acima de tudo, uma presença continuada de adultos significantes como modelo de estabilidade social, inteligência, competências de comunicação, locus de controlo interno, laços afetivos de respeitabilidade do sistema para que a prática da resiliência seja um fator determinante no reforço da credibilidade institucional.
Passos Coelho apresenta indicadores de stress profundo, em função de uma situação política neste momento desfavorável. O quadro económico é grave, os problemas do desemprego sobem de tom todos os dias, a exclusão social e a pobreza aumenta e será indesmentível dizer que Portugal está gravemente afetado com a conjetura da economia mundial. Todos, alertam para um cenário temível na sociedade civil quando, os pressupostos efeitos nocivos e agressivos do orçamento do Estado para este ano, tiver impacto na vida do cidadão comum. É um enigma da reação superveniente dos cidadãos.
Porém, devemos dar sinais pela positiva, e quando o negativismo nos assola, urge fazer uma pausa cuidadosa, refletir com ponderação e usar a inteligibilidade como arma de resolução pelo interesse público e a bem da nação, tão fragilizada que ela está.
Os portugueses dispensam as “esmolas” políticas. O país a nós pertence, não somos serviçais da Alemanha, da União Europeia ou sequer de um fenómeno irónico, bizarro e aparecido como salvador da “pátria” chamado “troika”.




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