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“Pedro… queremos viver hoje”

Pedro, nunca pensei poder tratar assim alguém que gere os destinos do meu país, mas já que tu te arvoras no direito de o fazer connosco, porque não retribuir na mesma moeda. A única relação que tivemos, é que acreditei em ti, nas tuas promessas e por isso fui um dos muitos milhares que votou PSD nas últimas legislativas. Sabes porquê? É que aquele nosso emigrante de luxo em Paris, fez-me acreditar que era completamente impossível, alguém o superar em mentiras e trapaças.

Carlos Mangas
5 Jan 2013

Afinal, enganei-me (ou melhor, enganaste-me) como (a) milhares de outros portugueses. No que se refere aos estudos e Drs. tens no teu partido gente que parece superar a licenciatura do sr. engenheiro, já para não falar dos inúmeros colegas de assembleia que parecem todos saídos das mesmas Universidades com cursos duvidosos.
Mas isso, para mim era o menor mal, a vossa ignorância académica não me afetaria se em contraponto houvesse sabedoria noutras áreas. Isto porque, e ao que parece, dos poucos académicos ilustres que tens no Governo, um, o ministro das finanças, não consegue pensar nos números e nas pessoas em simultâneo e comete erros crassos que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso seria incapaz de cometer. Informa-o sff que a economia neste momento deixou de ser uma
ciência exata para ser uma ciência que se rege por emoções. E as nossas andam muito destrutivas ultimamente, e como tal…afetam a economia. O outro, o da educação, em que depositava sérias esperanças para uma melhoria na minha área de trabalho, não percebe também que os alunos são jovens que devem ser educados para a vida e não apenas para acumular saberes a serem debitados num exame. Com a preocupação dos exames que está a incutir em alunos e professores, temos escolas do 1.º ciclo onde tudo o que seja diferente de português e matemática, simplesmente é passado para 2.º plano, ou não é abordado sequer com as nefastas consequências futuras que daí advirão.
 Encontraste o país pior do que esperavas? Então, não estavas tão bem preparado para governar como nos disseste. Todas as promessas feitas, não foram cumpridas e agora tens a distinta “lata” de dizeres que “este não foi o Natal que merecíamos”. Como é que consegues tentar associar-te às “muitas famílias que não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram” e “não puderam dar aos filhos um simples presente”? Poupa-
-nos ao teu sarcasmo. Assumes que estamos a voltar aos tempos de há cinco e seis décadas atrás e não consegues discernir a responsabilidade que tu e o teu (des)governo têm?
O futuro que tu apregoas “os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor” tem de ser HOJE. Muitos portugueses já não têm futuro, mas têm de viver o dia de hoje. O Dalai Lama, sobre o “teu futuro” diz isto: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”
É por isso que farto das tuas lamechices no “face”, resolvi desabafar e dizer-te que queremos viver hoje. E desculpa este último assomo de sinceridade, mas ao contrário de ti, eu e a minha família não te conseguimos desejar festas felizes. Se o fizéssemos estaríamos a ser hipócritas.




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