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Movimentos. Os cívicos e os outros com apetência de poder!

Os movimentos cívicos, com apetite de poder e a que passivamente assistimos surgirem avulso, quase como cogumelos, em zonas de sombra e de humidade, que dizem ser uma pretensa resposta da sociedade civil aos partidos políticos em que dizem não se rever e que por mais espontâneos que aparentem ser, o certo é que o não são de fato. A sua ascensão, diluição dentro de outras organizações, e apogeu na concretização dos objetivos a que se propuseram, ao longo da história, provam quais os motivos porque se movem e o que de fato pretendem. O poder! Sempre, o poder!

António Fernandes
5 Jan 2013

No que ao não se reverem nas posições e condutas assumidas pelos partidos políticos institucionais diz respeito, e a acreditar na “boa fé” do que dizem, fica por se saber em que é que afinal se reveem. Se no cérebro de que foram munidos e pela vida ensinados, ou, posteriormente municiados com “programas adicionais” onde a subversão dos valores é pilar de referência e o meio um mero acessório, ou, em algo mais complexo e profundo que envolve o secretismo em torno de práticas isoladas, conjuntas e comuns, em pactos de silêncio comprometido, vinculado a atos prossecutórios de contornos imprevisíveis onde o medo é o vínculo e o acidente a consequência.
A história recente mostra-nos a trajetória de uns quantos cidadãos integrados em movimentos de cidadãos “independentes” que após capitalizarem apoios cívicos e de partidos políticos, se serviram dos mesmos para se guindaram ao exercício e controlo do poder, por ser esta a via institucional de melhor e mais fácil acesso e sucesso.
Ascenderam e acederam a todas as estruturas do Estado, de forma a transferir o seu controlo para os que de uma forma ou de outra pagaram este serviço.
Os Movimentos Cívicos e os outros com apetência de poder esventraram os partidos políticos de tal forma que os esvaziaram de conteúdo ideológico, ajustando as suas práticas aos interesses transnacionais de circulação de capitais e de outros recursos de sustentação e sustentabilidade assim como de valores de referência da Humanidade transformando-os em “coutadas” e quando o não conseguiram, corromperam os seus agentes e órgãos.
E, não são mais do que a “receita” para o descrédito e a desconfiança entre os Homens de forma a vingar o ditado popular; “Em terra de cegos, quem tem olho é Rei!”.
O que a sua limitada capacidade racional os não alertou é para a evidência de que mais tarde ou mais cedo chegará o seu tempo de arcar também com as consequências sobrantes dos seus atos, porque os entretanto caídos em desgraça, já exangues, por nada lhes restar para alimentar, tal é o bando de vampiros, serão substituídos na cadeia alimentar destes.
A classe média que trabalhava por conta de outrem já soçobrou. Os pequenos e médios comerciantes e industriais, também. Assim como todos os trabalhadores por conta própria. Todos estes engrossaram a já dilatada volumetria da pobreza existente.
Resta assim, ao cidadão comum, a perspicácia a que a sobrevivência obriga em constatar que sendo a democracia o único modelo de sociedade que respeita a vida é por ele que deve lutar! E que democracia sem partidos políticos, não existe!




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