Fotografia:
Portugueses e… sportinguistas

Nas épocas natalícias lembramo-nos sempre dos que mais sofrem e menos têm, sendo também usual na passagem de ano que se segue desejar boas entradas e que o próximo ano seja melhor do que o que finda. Como portugueses, todos esperamos e desejamos um 2013 menos “duro”, mas um amigo que muito prezo, assume com elevado sentido de humor que o caso dele é muito mais grave, pois para além de ser português… é sportinguista.

Carlos Mangas
4 Jan 2013

Tal facto levou-me a tentar encontrar paralelismo nos problemas que afetam estas duas classes de sofredores, e se o tipo de “remédio” que tem sido administrado a ambos, portugueses e sportinguistas, tem tendência a validar um velho ditado português: «se não morre da doença, morre da cura».
Numa análise simplista, eu diria que portugueses e sportinguistas, neste caso concreto, sofrem do mesmo problema têm sido ambos mal geridos. Tanto uns como outros, optaram por validar no último ato eleitoral a mudança das chefias, e a maioria está triste, desiludida, eu diria até, deprimida com a opção tomada sentindo-se responsável também pelos maus resultados do país e do clube.
Uns e outros têm um passado glorioso cuja história está bem patente em registos escritos (Lusíadas) e museus onde são visíveis enormes e antigas, conquistas. Também se assemelham na questão de apesar de terem escolhido determinadas pessoas para os liderarem, serem governados… por outros. O País, ao que parece, é gerido pela sr.ª Merkel enquanto o SCP é gerido por instituições financeiras. Em competição com os seus semelhantes europeus, ambos são copiosamente derrotados e por isso andam na cauda das competições em que ainda participam. Portugal na cauda da Europa e o SCP já excluído da Europa, mesmo assim ainda sofre na cauda da Liga portuguesa.
O que têm feito os políticos e dirigentes de uns e outros para superar as dificuldades? Coisa semelhante também. Vendem ao desbarato empresas e atletas de referência e, pior ainda, esquecem as PESSOAS que confiaram neles e nas propostas e projetos que apresentaram, entretanto “votados” ao abandono total (projetos e pessoas). Numa e noutra situação, as chefias seguem imperturbáveis no seu caminho de (in)sucesso (que apenas eles não querem ver), despedindo e descartando a torto e a direito aqueles que eu seu entender são os grandes culpados do estado a que o país e o clube chegaram, ou seja, funcionários públicos e pequenas e médias empresas na falência, no caso do país, e treinadores e dirigentes menores despedidos, no caso do SCP.
E o que me preocupa mais é que aqueles “cérebros maquiavélicos” são diferentes de todos os outros e não aprendem com os erros. Se o fizessem, os conhecimentos acumulados pelos muitos erros cometidos permitir-lhes-
-iam desenvolver capacidades inovadoras e criativas, que os levariam a trilhar outros caminhos.
Como querem que o País e o Clube melhorem se as vossas políticas, ideias e ideais vão contra aqueles a quem vocês devem prestar contas e que tudo deveriam fazer para ter ao vosso lado. Aprendam com alguns exemplos de treinadores que, como vocês, lideram uma equipa. Se não mostram aos que dirigem (jogadores) que se preocupam com eles e que a vitória de um é a vitória de todos, não duram muito na chefia, até porque “quem joga são os jogadores, não os treinadores”.
É pois fundamental envolver os principais interessados, portugueses e sportinguistas, na procura de soluções para o sucesso e isso não se consegue persistindo nos erros e achando que quem não comunga das nossas ideias, é adversário que quer o nosso insucesso.




Notícias relacionadas


Scroll Up