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A lei do correto uso da vida humana (II)

O homem tem dado passos gigantescos em muitas áreas científicas, inclusivamente nas pesquisas astrofísicas. E esquece-se que o seu verdadeiro destino está no coração e na mente que possuem as capacidades de construir uma vida melhor, mais sadia e mais harmoniosa durante a existência terrena. Há muito a fazer e a corrigir no uso da vida humana. Aqui é que se situa o grande desafio da existência do homem, que deve usar as suas capacidades para penetrar na natureza profunda do seu comportamento, medi-lo e vê-lo aplicado adequadamente às diversas situações da vida.

Artur Gonçalves Fernandes
3 Jan 2013

A qualidade da vida e o seu correto uso são ainda mais importantes que a própria vida. Existem tantas qualidades humanas que devem ser desenvolvidas durante todo o percurso vital neste mundo. Entre elas, relevam-se a atitude vertical, os bons hábitos, a coragem, a fé, o pensamento esclarecido, a fraternidade, a solidariedade, o autodomínio, a justiça, a fidelidade, a integridade e a esperança. Se estas características humanas fossem respeitadas e cumpridas, não haveria tantas desumanidades.
Como sempre, enquanto o nosso pobre povo (à volta de três milhões, neste momento) luta pela sobrevivência, dezenas de gestores usufruem vencimentos chorudos que ultrapassam o milhão de euros anuais e, pasme-se, muitas das empresas por eles geridas têm saldos negativos de milhões e milhões de euros, que depois são sanados com os “cortes”, injustos e desumanos, nos míseros ordenados dos trabalhadores e nas reformas dos aposentados. E aqueles “doutos” e “competentes gestores”, ainda vão receber prémios pelo “exemplar” desempenho das suas funções e, no fim da sua comissão de serviço, saem com uma reforma condicente com o seu vencimento! E que dizer dos nossos governantes? Uns obtêm licenciaturas à pressão e não são capazes de articular uma frase completa, ficando-se por simples holofrases, enquanto outros não sabem escrever. E o mais grave é que eles não reconhecem o baixo nível gramatical e cultural que possuem, julgando ser os “maiores” e os mais “sábios”. Reconhecer as limitações e os erros é meio caminho andado para a sua correção e consequente mudança de vida. Quanto orgulho vazio, quanta vaidade oca e quanto cinismo balofo desapareceriam!
Todos eles esquecem que a obra-prima mais espetacular do homem é viver como deve ser. É que as coisas são como são e não como nós queremos que sejam. Mirabeau disse: “Por que nos havemos de chamar homens, se não for para sermos bem sucedidos em tudo, e em toda a parte?”O homem contém em si mesmo a tendência e a ânsia de procurar novos processos para usufruir de uma vida “em pleno”. A base fundamental dessa “plenitude da vida” estabelece-se aprendendo e pondo em prática as ditas leis fundamentais da natureza humana que nunca enganam o homem, a não ser que sejam desvirtuadas por nós. Quando o homem põe em prática esses princípios, os seus problemas serão resolvidos e os rebates de consciência desaparecerão. No entanto, uma parte dos homens abusa dos seus dotes naturais para explorar os irmãos, violando os mais elementares direitos humanos e iludindo os avisos censórios imanados do seu íntimo, defendendo ideologias aberrantes e distorcidas ou atacando e criticando aqueles que, estando no caminho correto, os chamam à atenção e aconselham a inverter a direção erradamente traçada. Nenhum ramo da
ciência é tão útil como o conhecimento que o homem deve ter de si próprio. É da maior importância saber decidir bem e distinguir não só em quem se pode confiar, mas também a quem se não deve dar crédito. É relevante saber até que ponto pode ir a nossa confiança e em que esferas ou áreas da vida.




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