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O país do “ali bábá”!

O endividamento de Portugal é tão monstruoso, que atualmente cada português deve 17.000 euros e a continuar esta desgovernação, não será de estranhar que um dia o “sindroma” da Islândia (banca rota) chegue ao destino desta nação. O Presidente da República tem manifestado a sua profunda preocupação com a situação económica do País. Denuncia a proximidade do risco da situação explosiva e a disparidade do desemprego que flagelam a sociedade civil portuguesa. Exige mais transparência nas contas públicas e apela aos políticos para deixarem o exercício de “vendedores de sonhos”, solicitando-os para um entendimento institucional.

Albino Gonçalves
31 Dez 2012

Porém, a mensagem do mais alto magistrado da nação navega em ouvidos de mercador. Os empresários, tradicionalmente conhecidos pelos seus métodos na salvação da pátria, são apologistas de que 2013 não deve ser sujeito a aumentos salariais, complementando deste modo a minimização dos graves problemas de vária ordem que afetam mais de um milhão de pessoas. Os representantes dos trabalhadores, mais mansos e amorfos nos seus objectivos reivindicativos, parecem querer uma parceria no combate ao negativismo da despesa pública instalada.
Infelizmente, a exclusão social assola desde o Minho ao Algarve. Constata-se mais desorganização na distribuição da riqueza nesta terra lusa. A pobreza aumenta, o número de pessoas “despejadas” da sua habitação por incumprimento das suas obrigações do crédito acelera vergonhosamente, as estatísticas dos candidatos ao 1.º emprego, qualificados ou não, não param de subir, os idosos estão num estado deplorável sem qualquer auxílio da solidariedade social, as crianças começam a usufruir apenas de uma refeição por dia, o número de pedidos de ajuda ao Banco Alimentar e a outras organização não-governamentais, já são altíssimos… Temos uma governação instalada nos “confins da Alemanha”.
O paradigma do mau exemplo político nesta vertente, após a insistência dos governantes em pedirem sacrifícios, o elevado custo de vida, o vicioso “assalto” pelos impostos diretos e indiretos aos precários rendimentos do cidadão, não se compadece com a credibilidade ou a acreditação em que os profissionais da política querem investir, levando ao desnorte, à revolta ou à indignação com o testemunho de casos escandalosos que a justiça para ricos não consegue resolver, mais preocupada com os resultados das miudezas do micro crime.
Assim não! Começo a perceber melhor as mensagens do senhor Presidente da República, que mais não parece que uma moldura de uma terra do “Ali Bábá e dos muitos “ladrões”. Como é possível que os cidadãos paguem a falcatrua descarada do BPN? Como podemos não responsabilizar tanto crime de colarinho branco, zombando dos contribuintes, e impunes às vigarices, burlas, saques, lavagens de dinheiro, etc.?
Tenhamos um pouco de vergonha e sejamos mais transparentes no apuramento da verdade, do sentido da responsabilidade e, crucialmente, do respeito que a cidadania de cada um merece.




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