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Violência das claques

Aproveitando esta quadra festiva de Natal e com um pouco mais de tempo disponível decidi ir ao futsal, pela 1.ª vez esta época, deslocando-me ao Pavilhão da Universidade do Minho para assistir ao jogo do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, entre o SC Braga e o SC Portugal, já que as previsões apontavam para um bom espetáculo desportivo entre as duas boas equipas, visto que os leões eram (e são) os líderes e os bracarenses, em ascensão, prometiam luta na discussão do jogo, já que vinham de duas excelentes vitórias (uma sobre o SL Benfica) e a atravessar um bom momento de forma.

Luís Covas
28 Dez 2012

Perante estes ingredientes fiz-me acompanhar do meu neto, de 9 anos, para que também ele adquira gosto pelo desporto e pudesse assistir a um espetáculo desportivo indoor. Perante um recinto repleto de público entusiasta o jogo prometia, mas à entrada da claque leonina começaram as provocações e os confrontos entre os jovens das claques apoiantes das duas equipas, que as forças de segurança, presentes no local, tiveram dificuldade em controlar pelo que foi necessário recorrer ao reforço policial. Com todo este espetáculo degradante a que se assistia, logo no início do jogo, muitos espectadores assustados, alguns acompanhados de muitos familiares, essencialmente crianças, abandonaram de imediato o recinto de jogo sob pena de poderem vir a sofrer com a onda de violência existente no momento. E o jogo, que prometia, até estava a corresponder às expectativas, bem jogado, mas que por momentos teve que ser interrompido, alguns minutos, para que a serenidade voltasse ao pavilhão. Como não me revejo neste tipo de situações estive para abandonar o local, mas como estava no lado oposto aos acontecimentos permaneci até final, mas já o espetáculo estava estragado. Na realidade não compreendo o porquê destas situações, pois nada justificava o que se estava a passar. Interrogo-me se o desporto que é essencial na formação de um ser humano, importante na formação integral de um jovem decisivo para a melhoria e o bem-estar das pessoas, o que moverá estes apoiantes a terem este comportamento? Sei que o desporto e especialmente o futebol, neste caso futsal, é um desporto que vive da paixão, e é essa paixão que muitas vezes desperta os sentimentos de raiva e ódio que muitas vezes são exprimidos. No fundo enquanto houver paixão creio que haverá sempre violência, mas a ideia é que a paixão faça esquecer o lado “negro” do futebol/futsal. No entanto nenhum jogo pode ser considerado um drama há que respeitar os adversários, pois eles têm o mesmo objetivo e o direito que nós, que é vencer o jogo, por isso devemos respeitar o adversário, os seus apoiantes e todos os elementos, entidades ou instâncias que gerem o desporto quer seja em Portugal ou no mundo.
Infelizmente, mais uma vez, as claques deram-nos um exemplo triste tendo originado que muitos especta-
dores, aqueles que na realidade queriam ver o jogo, abandonassem o recinto e porventura jamais voltem a um recinto desportivo.

Nota: No términus de mais um ano desejo a todos os estimados leitores um ano de 2013 com muita esperança e se consigam vencer as dificuldades que atravessámos.




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