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Portugal, País Macrocéfalo

Remexendo em desarrumadas estantes dei com preciosidade que me serviu, nas prelecções sociológicas e geográficas dos anos sessenta e, mais tarde, em contestações políticas, quando ainda não constatara que os partidos se deixaram tomar por clientelas indesejáveis e JJ de nunca empregados que nada sabiam nem sabem da VIDA, mas julgam tudo saber.

Gonçalo Reis Torgal
28 Dez 2012

Clique que atingiu o máximo com as aberrantes espécies que nos desgraçaram os últimos 15 anos, tipo Sócrates, o não menos desprezível Coelho Passos Pedro e a aberração, inexplicavelmente mantida a encher-se do satânico orgulho de mandar em nós, Portugueses, servindo a TROYKA reinante, qual o outro Miguel, o de Vasconcelos, em 1640, o que explica a sanha contra o 1º de DEZEMBRO, o “Dr.” Relvas. Refiro-me ao livrinho com o título supra de Manuel da Silva Costa, Ed. Europa América 1967. Em pouco mais de 100 páginas mostra como nas governações monárquica e republicanas, maçónica ou “nacionalista”, Lisboa funcionou como hidra de sete cabeças, atraindo e “devorando” gentes e bens da remota “Província”. PORTUGAL era a grande Lisboa. Lisboa que absorvia o grosso da riqueza lusa
Nada, porém, como a impulsiva e compulsiva desertificação do interior em que, ferozmente se emprenharão Governos pós Abril. Primeiro o actual chefe de Estado, mesmo quando rasgava betão para o interior, que empobrecia, matando a agricultura de subsistência que compensava a precaridade de salários ou jornas e incipientes indústrias ou comércios, a troco dos fáceis dinheiros de Bruxelas, ignorantes (Bruxelas e ele) do que e como somos. Sem vergonha, como se todo e achado não fôra, esbraceja hoje pela agricultura e, pescas, que também afundou, escancarando a porta à fome que não tardaria, como não tardou. Discípulo de Cavaco, na vaidade de mandar, “vão cobiça a que chamaram fama”, e autocracia do mando, José Sócrates multiplica o betão e faz da D. Lurdes Condestável da desgraça e desertificação, de certo modo acompanhada por Correia de Campo, fechador de maternidades. D. Lurdes sem descaro e na total ignorância da Pedagogia e seus fundamentos, não vendo além de um economicismo balofo, não só encerra tudo quanto podia ser enxerto ou semente de desenvolvimento local não despovoador, como abre, com gáudio ignorante de autarcas, os anti-pedagógicos mega Centros Educativos onde, como é natural num país arruinado, as crianças, sacadas dos lares ao romper da alva e ali repostos nas trevas da noite, obrigadas a comer fora, começam a passar fome e, desamparadas do carinho familiar, se formam em vícios e estranhos comportamentos, que psicólogos de pacotilha rotulam em Inglês técnico, significando assim que lhe ignoram o ser e estar, as causas e as consequências. Na senda da autocracia cavaquista e socretina, apoiado no efeito Pinóquio, que florescera com Zapatero, ocupa a cena política um garoto incompetente e desumano, fruto acabado das JJ, onde fôra figura primeira, no seu Partido, Partido liquidado pela organização intriguista de boys esperando jobs. De baptismo Pedro Passos Coelho, logo virou Coelho Passos Pedro ao enveredar pela governação fundada na mentira torpe e constante, no desrespeito pelos cidadãos e pela Constituição (no que tem a cumplicidade activa do PR), na desumanidade das decisões. De um País Pobre, em obediência servil à “potência“ ocupante, Duquesa de Mântua a quem não falta como se viu o Miguel de Vasconcelos, fez rapidamente um País de Pobres e Milionários. Num esfrega mãos sacrista à Diácono Remédios é quase o único a ver bondade na política que acelerou o país macrocéfalo gerador do desemprego da pobreza e fome, pois a sobrepopulação urbana não tem, como tinha a desamparada população rural, qualquer meio de encobrir a pobreza e matar a fome. Coelho Passos Pedro e as marionetes a que chama ministros (com o CDS no lambe botas com que segura os lugarzitos ministeriais e demais jobs) não se quedam, na sanha com que se atiram ao interior real, no fechar Escolas, engordecer Mega Centros Educativos, desertificar aldeias. A sanha, sob capa de modernização (sê-lo–ia num País territorialmente consolidado) atinge Centros de Saúde, Tribunais e agora as Freguesias que dizima a régua e esquadro, sem senso nem nexo, obediente à TROYKA ignorante, mas poderosa. Ataca, o elo mais fraco, pois é incapaz de corrigir a multiplicidade de Concelhos ou de pôr termo ao desmando autárquico nas freguesias e Câmaras Municipais, que deste modo multiplicam Piscinas e Pavilhões Desportivos (alguns pegados nos limites das freguesias), e obras sumptuosas de duvidoso mérito arquitectónico, sempre anti-culturais, e, sobretudo desnecessárias. Casos gritantes, a reformulação do Toural, em Guimarães (7 milhões) e o lajedo de Braga.
Contudo, para os mandantes, vivemos no melhor dos Mundos (cf. Mensagem de Natal de CPP).
Não se esqueçam eles e nós que “Tudo o que o Homem faz tem justificação aos seus olhos, DEUS [porém] julga os corações.” – Prov. 21




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