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Outro Ponto de Vista…

“Com o espírito livre e aberto fomos à procura de saber onde é que estamos, ou podemos vir a estar, a dizer adeus à Liberdade para, em cada momento e em cada situação, retomarmos o grito que atravessou e atravessa a história de humanidade: Viva a Liberdade!”José Manuel Fernandes
Ano que finda que merece uma reflexão e, num momento primeiro constatamos que o mundo em que vivemos assumiu uma dimensão terrífica para muitos.

Acácio de Brito
28 Dez 2012

Desemprego, ausência de perspetivas de um tempo melhor, desencantos e mudanças às quais muitos de nós não estavam preparados.
Em resultado de uma postura de irresponsabilidade, mais de uns, do que outros caminhamos desde há muito para um abismo que se perscrutava.
Políticos que de todo merecem o qualificativo, até ao cidadão anónimo que a tudo deu cobertura, a poucos restam a possibilidade de se eximir de responsabilidade.
Não obstante esta negativa constatação, o mundo que aí vem depende em muito de cada um de nós.
Se assumimos que os atuais detentores do poder faltam à verdade no momento que apresentam as suas propostas eleitorais, por mentira, incúria ou mesmo incompetência, então devemos responsabilizá-los de modo radical.
Utilizando a legitimidade do voto.
Todavia, não devendo nunca esquecer que os arautos de novos mundos cheios de direitos e de felicidades terrenas são os mesmos que noutras latitudes conduziram à negação básica do humano.
Não obstante, a alteração paradigmática do nosso comportamento deve ser uma exigência ética.
Se a nossa organização política assenta, sobretudo, numa base partidária, tornemo-nos mais exigentes no escrutínio de quem dos Partidos faz parte, pois serão esses mesmos, os homens de governo.
Se o nosso desencanto assenta na constatação da incompetência e incúria de muitos, que da arte de bem governar, nada sabem, então procuremos ser consequentes.
A começar pela responsabilização dos vários atores, perguntando–lhes, designadamente, se antes das eleições não sabiam como se encontrava o País.
Se a resposta for no sentido do desconhecimento, então perguntemo-nos o porquê da existência de tantos órgãos de fiscalização, controlo e afins existentes.
Servem para quê?
Então as contas do País não são transparentes?
Para quê tantos representantes no Parlamento, se mais não são que vias de transmissão dos diretórios partidários?
Porquê e para quê alimentar uma máquina de bons técnicos na administração pública, se quase sempre se recorre à figura do consultor externo?
O ano que finda, ao menos que nos sirva para demonstrar de modo insofismável, que o muito que muitos estão a sofrer se deve à incompetência de uns tantos, aos quais ninguém compraria um carro em segundo mão.
A todos um ano de 2013 pleno de vontade de responsabilizar!




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