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Os melhores de 2012

Em ano olímpico, como este que está quase a terminar, são muitas as histórias, as figuras e as proezas em destaque. Pode-se dizer que Londres foi um episódio pleno de sucesso para esta vasta e extraordinária história do desporto, mas houve muito mais que isso. Numa perspetiva lusa a figura maior do ano foi José Carlos Macedo, ao arrecadar duas medalhas em boccia, na edição dos Jogos Paralímpicos da capital britânica. As outras figuras do ano, que merecem especial destaque, foram Emanuel Silva e Fernando Pimenta, pela medalha de prata conquistada na canoagem.

Carlos Dias
28 Dez 2012

São evidentemente figuras incontornáveis do desporto nacional e quer José Carlos Macedo, quer Emanuel Silva, são provenientes da cidade de Braga, o que engrandece a região e, obviamente, o nosso orgulho nestes feitos que conquistaram. Neste momento de enaltecimento ao mérito desportivo, não podemos esquecer todos aqueles que também fazem parte destas conquistas, que são os seus treinadores, assistentes, diretores, famílias e clubes, porque de facto, ninguém vence sozinho.
A nível internacional pode-se facilmente eleger algumas figuras que marcaram o desporto em 2012. Nos desportos individuais, em face das caraterísticas sui generis de cada modalidade, não me atrevo a eleger apenas uma figura do ano, optando por mencionar algumas, que me recordo e são extraordinários exemplos para todos os desportistas. Michael Phelps (natação) por ter estado em 4 edições olímpicas e por se ter distinguido como o atleta olímpico mais medalhado de sempre (19 medalhas). Usain Bolt (atletismo) é outra figura incontornável do ano. O velocista jamaicano conseguiu ser bicampeão olímpico e mundial, além de ser o detentor dos recordes mundiais nos 100, 200 metros e 4 x 100 metros, sendo o único atleta na história que é bicampeão de forma consecutiva, em Jogos Olímpicos, nestas três disciplinas do atletismo.
Para além destas duas personagens, com personalidades muito peculiares, mas extraordinários desportistas, existem outras que merecem o destaque pelo que fizeram durante o ano: Novak Djokovic (ténis), que começou o ano e terminou em 1.º no ranking, alternando-o com Roger Federer. O sérvio esteve em evidência ao vencer Andy Murray na mais longa final de sempre dos torneios ATP, em 5 horas e 53 minutos, no Open da Austrália. Mas, acima de tudo, porque acabou o ano com o sensacional currículo de 11 finais e 6 títulos. 
Nos desportos motorizados, destacou-se o francês Sebastien Loeb (rali), pelo 9.º título mundial consecutivo na WRC e o germânico Sebastien Vettel (Fórmula 1), de apenas 25 anos, por ser o mais novo tri-campeão mundial de sempre na modalidade.
Nos jogos desportivos coletivos elejo a seleção de futebol da nossa vizinha Espanha, como a equipa do ano. Depois de vencer o mundial, em 2012 conquistou o Campeonato Europeu da modalidade. Custa-nos, a nós portugueses, que esta conquista seja enaltecida, porque foram os nossos “carrascos” nessa competição, mas merecem-no, por todo o percurso que têm feito nos últimos anos. A seleção de voleibol da Rússia também merece o meu destaque pela forma como conquistou o título olímpico, ao vencer o Brasil, depois de ter estado a perder 2-0, apenas a um ponto (por duas vezes) de perder o jogo, e por ter dado a volta ao resultado e vencer por 3-2. Também são estes momentos peculiares e dramáticos que caraterizam o desporto que o convertem num fenómeno deslumbrante e apaixonante.

PS: BOM ANO DE 2013.




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