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É agora!

Estamos às portas de 2013. Venha ele, que depois de 2012 nada nos mete medo. Claro que em jeito de balanço, 2012 foi um ano triste e difícil para os portugueses, obviamente que o que se espera para 2013 é mais aperto, mais crise, mais repressão económica e o desejo profundo de que todo este sacrifício valha a pena. Mas não podemos ser sempre derrotistas e perceber que face à situação a solução é erguer a cabeça e seguir em frente, lutar por um futuro melhor, mais sólido e sustentável. Perceber onde falhamos como país, como sociedade e cada um contribuir para que esses erros não se repitam.

Ramiro Brito
28 Dez 2012

Diversos politólogos e economistas dizem que as crises são também janelas de oportunidades. Servem para rastrear os excessos, potenciar o progresso e nivelar por uma referência real o patamar de onde partimos para a refundação social, económica e política de que tanto se fala e é, naturalmente, inevitável. E quando falo de refundação há que não confundir com renovação de identidade, com incinerar valores e matrizes fundamentais que são a essência do país e dos portugueses, falo antes de a partir desses mesmos valores e matrizes reconstruirmos o nosso modo de vida, a responsabilidade com que tomamos decisões todos os dias, como cidadãos, como empresários, como trabalhadores, como políticos e como governantes… toca a todos, todos somos responsáveis pela situação em que estamos, nem que essa responsabilidade resulte da simples solidariedade que resulta do próprio sistema democrático. É preciso repensar muitas coisas em Portugal, mas sem tornar este ato em mais um exercício de demagogia política ou económica, com uma perspetiva real e realizável do país.
No que se refere ao ano político, teremos eleições autárquicas e o primeiro efeito real da nova legislação que impõe a limitação de mandatos, pelo que o mapa do poder autárquico irá, certamente, mudar. Não sei se de cor, mas pelo menos de personagens.
Este é o ano no qual Braga vai eleger, garantidamente, um presidente de Câmara diferente daquele que tem governado a cidade nas últimas três décadas. É a melhor oportunidade da história para a oposição, que lutará com a adversidade de ter um eleitorado descontente com o PSD e CDS pelo exercício do poder central. Esperemos que este seja o primeiro sinal da refundação social bracarense e que Braga dê o exemplo ao país de que percebe o sistema democrático e não confunde alhos com bugalhos. Aqui votam-se os órgãos autárquicos, decide-se ao que tudo indica entre Ricardo Rio e Vítor Sousa e não entre PS e PSD/CDS, porque a política autárquica é muito mais personalista, operacional e de contacto com as pessoas do que orientadora, pelo que a escolha será entre pessoas e não entre ideologias. Aqui podemos dar a grande lição ao país.
É agora! É agora que podemos real-
mente fazer a diferença a todos os níveis. É agora que temos a oportunidade de deixar um legado bem melhor para as gerações futuras do que aquele que nos entregaram. É agora que temos de arregaçar as mangas e criar, recriar, inovar e trabalhar… trabalhar muito para dar a volta por cima e fazer jus à história deste país que nos orgulha em tantos aspetos. Sejamos todos corajosos e encaremos as dificuldades de frente, sem medo, porque vamos certamente vencer.
Entre em 2013 com a crença de que fará a diferença, com a esperança que o amanhã será melhor do que o hoje se fizermos por isso. Vamos à luta! É agora! Venha 2013!




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