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Refundar politicamente

Fala-se muito em refundar a democracia portuguesa. O atual modelo político em Portugal é insustentável para o desenvolvimento de um país empobrecido e necessitado em políticas pró-cíclicas. Por isso, surgirá da sociedade civil a consensua-lização, através de sucessivos debates repensados, um novo contexto cívico de refundar o regime e, se necessário, rever a Constituição, adaptando-a à realidade dos tempos e de acordo com as novas exigências dos padrões do desenvolvimento de Portugal.

Albino Gonçalves
24 Dez 2012

Estamos fartos de discursos e de tempo improdutivo de pessoas pagas pelo erário público.
Recentemente, como o país não tivesse problemas mais graves, uma senhora deputada deslocou-se à entrada do Hospital de Braga para dedicar a sua ocupação de tempo partidário para entregar aos utentes que afluíam a esta unidade de saúde pública “papelinhos” em simultâneo com mensagens verbais anti gestão das parcerias público privadas da saúde. Percebeu-se no rosto das pessoas assediadas o desinteresse pela interlocutora.
Na mesma data, outra força partidária, já com hábitos consistentes nesta matéria, requer ao ministro da Saúde que se pronuncie sobre o “avolumar de factos e informações preocupantes” vividos na unidade hospitalar bracarense. Acresce ainda a “aparente situação aflitiva por que está a passar o grupo Mello na administração do Hospital de Braga” e entre outros desabafos, a preocupação “de dia para dia, somam-se as queixas e reclamações”. E por aí adiante…
Este procedimento “simpático” com dúvidas à mistura da preocupação de alguns políticos sem “cartaz” ao Hospital de Braga já está fora de prazo. Só fala em “degradação dos serviços de saúde prestados aos utentes” quem não habita o quotidiano hospitalar ou age na má-fé. Só evoca o crescimento do “descontentamento dos profissionais”, exatamente os resistentes, os inaptos ou simpatizantes do “velho sistema”, às mudanças do modelo inovador e dos novos estilos qualitativos e empreendedores da prestação de cuidados de saúde junto dos utentes do SNS.
Nesta quadra de natalícia, espero que o senhor ministro da Saúde tenha a complacência e a “pachorra” para acautelar o verdadeiro fenómeno dos “profetas” não-alinhados à ideia de que o regime do “Hospital de São Marcos” é “coisa” do passado. A cidade de Braga tem um Hospital de grande nível, uma excelente equipa de profissionais que procuram transpor toda a sua sabedoria ao serviços da sua comunidade de utentes, uma estrutura organizacional que apesar dos sacrifícios económicos dá o seu melhor pelo conforto e bem-estar de todos.
Era urgente que os senhores deputados intervenientes nesta saga anti-Hospital de Braga, justificassem com verdade o vencimento que auferem saído dos sacrificados bolsos dos portugueses.
Se ao menos tivesse uma ponta de verdade aquilo que dizem, vá que não vá…




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