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Dia de Natal – 25 de Dezembro

S. Lucas, no capítulo II, 1-3, refere o seguinte: “Naqueles dias saiu um édito da parte de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. Iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade”. Maria e José moravam em Nazaré, mas sabiam pelas Escrituras que o Messias devia nascer em Belém. Isso não os inquietava, pois sabiam que Deus providenciaria. E assim foi. O édito do imperador, mesmo que arbitrário, foi um instrumento dos desígnios divinos. E assim partiram para Belém.

Maria Fernanda Barroca
22 Dez 2012

Como era de esperar – “(…) E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz, e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoira, por não haver para eles lugar na hospedaria” (Lc 2, 6 e 7). Lugares havia, mas não para Eles, de aparência pobre e com um parto eminente. 
E assim, Deus feito homem, um Menino como qualquer outro na aparência, veio ao mundo na maior pobreza. Maria deitou-O na manjedoira.
Passado algum tempo chegam os pastores avisados por um anjo e reconhecem n’Ele o Salvador e os Magos avisados de modo sobrenatural por uma estrela reconheceram-nO também como Deus, pois que “prostrando-se O adoraram” – assim foi o primeiro Natal.
Mas atualmente as coisas estão a mudar e muito, pois parece que Jesus «mete medo» a muita gente.
Lembremos a «A guerra dos crucifixos dos crucifixos» teve origem numa bizarra história, por demais conhecida. Mas mais bizarra foi a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, de Estrasburgo que concordou com a petição da família e achou que o crucifixo na parede de uma sala de aula viola a liberdade religiosa.

 O socialista Giuliano Amato lembrou, há anos, que a Europa é um lugar onde há uma cruz a cada cem passos, desde a Grécia até à Suécia, que a têm na sua bandeira.
Agora apareceu uma ideia também insólita: não referir nos e-mails, nem nos SMS o nome de Deus; e nas datas antigas substituir as siglas «a.C.) ou (d.C), por frases como estas: tempos antigos e tempos modernos!
Muitos, mais do que pensamos, querem acabar com o «cristianismo», mas nós que ainda nos dizemos cristãos temos de reagir.
Todos têm lugar junto do Menino, pois o que Lhe importa não é a pobreza ou a riqueza, a posição social ou a origem, mas sim um coração puro aberto ao acolhimento. Estiveram os pobres e humildes na pessoa dos pastores; estiveram os ricos e poderosos na pessoa dos Magos. E nós? Em que categoria nos metemos? Precisamos de ter, neste Natal, um lugar em nós para acolher o Menino. De que modo? Na pessoa do mais desfavorecido, quer de bens materiais, quer de afeto e companhia.
Olhando à nossa volta podemos constatar que não é isso o que se passa atualmente. O Natal, mesmo para os que têm fé, não parece a comemoração do nascimento do Filho de Deus. Para os que não têm fé já nem Festa da Família ou da Solidariedade se lhe pode chamar.
Muitos, grandes e miúdos, limitam-se a colar o nariz no vidro das montras do lá de fora, porque nem entrar os deixam.
Para celebrar condignamente o Natal temos muito que mudar, pois de outro modo estamos longe do Natal verdadeiro, genuíno e cristão, do nascimento d’Aquele que: “(…) não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28); d’Aquele que disse: “Eu vim para terem a vida e a terem abundantemente” (Jo 10, 10); e, também, “(…) para eles terem em si a plenitude da Minha alegria” (Jo 17, 13).




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