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Boa (ou má) gestão à luz dos resultados

De há uns (largos) anos a esta parte, os políticos por nós mandatados para gerir Portugal fizeram-no com tal mestria que o resultado se fosse analisado à luz do rendimento desportivo faria do nosso País uma espécie de Farense ou Salgueiros, sem desprimor para os clubes em questão, vítimas, também eles, de gestão ruinosa. Sendo os clubes desportivos, em geral, uma imagem do País, até porque os eleitores/adeptos são os mesmos, decidi comparar alguns atos de gestão recente dos clubes mais representativos do nosso futebol e as reações que tais decisões provoca(ra)m nos seus adeptos.

Carlos Mangas
21 Dez 2012

Se bem se lembram, a última grande discussão nacional aconteceu com a gestão que o treinador do FCP fez do seu plantel no jogo da Taça de Portugal com o SCB para poder “vencer” cinco dias depois o PSG. Tendo perdido no AXA para a Taça e em Paris para a Champions, inúmeras vozes se levantaram contra a gestão efetuada. Agora com o recente sorteio da Champions a ditar o Málaga como adversário, alguns até já aceitam… a derrota em Paris.
No SLB, Jorge Jesus, que tem demonstrado ser especialista na gestão e valorização de jogadores para posterior venda, tem alguma dificuldade em compreender a gestão dos adversários. Só assim se justifica que no último jogo em Barcelona não tenha tido a humildade de reconhecer que o gestor adversário lhe deu todas as hipóteses de se apurar para os oitavos de final da Champions, preferindo, ao invés, cair no ridículo de proferir afirmações do tipo “não se vê ninguém fazer em Camp Nou o que o Benfica fez”. Claro que não, se excetuarmos finais europeias, o SLB foi a única equipa que conseguiu ir jogar a Camp Nou sem ter o Barcelona como adversário. O problema de Jorge Jesus está pois na gestão do seu elevado ego e nas muitas afirmações (sem sentido) proferidas.
No caso do SCB, as críticas dos sócios e adeptos não se dirigem nem à gestão da equipa inicial habitualmente apresentada, nem às afirmações proferidas. Na cidade dos arcebispos as queixas referem-se à gestão das substituições e ao tempo em que as mesmas ocorrem. Isto porquê? Porque em jogos fundamentais o clube até esteve a ganhar (Manchester fora e em casa e Galatasaray em casa) ou empatado até perto do final (FCP no Campeonato) e depois acabou por perder os jogos referenciados. Independentemente de no decurso do jogo algumas das substituições e timings poderem ser (e parecer) acertadas, o resultado final é que dita, como sempre, o surgimento ou não de críticas à gestão efetuada.
No SCP os problemas de gestão são diferentes dos anteriormente mencionados. O Presidente arvora-se em único representante legítimo dos bancos financiadores, o presidente da Assembleia-Geral deixa o seu lado emocional de adepto sobrepor-se às funções que tem na instituição e os treinadores quase nem tempo têm para ser questionados quanto às suas qualidades de gestão. Ou seja, neste clube há essencialmente falta de liderança e conhecimento na gestão desportiva. Como tal, e pelo respeito que me merece pelo excelente trabalho realizado em Braga, resta-me desejar boa sorte ao Professor Jesualdo Ferreira, desde que…fique atrás do SCB no final da competição.
Conclui-se pois que toda a gente (onde também me incluo) tem opinião devidamente fundamentada e com enorme assertividade nos diferentes tipos de gestão a efetuar, especialmente após se conhecerem os resultados no final dos jogos.




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