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O jogo do ano

Afinal, chegamos ao fim do ano civil e, depois de termos defrontado equipas como Manchester United ou Udinese, chegamos à conclusão que o desafio mais importante da época está ainda por jogar. Disputar-se-á em Guimarães e será muito mais de meio caminho andado para o Jamor. O sorteio dos quartos de final da Taça de Portugal foi, a meu ver, bastante favorável ao Braga. Se vencermos em Guimarães jogaremos as meias-finais com o Arouca ou Belenenses que, se encararmos o jogo com seriedade, não deverão colocar grandes dificuldades ao SC de Braga.

Manuel Cardoso
20 Dez 2012

No entanto, há que ter os pés bem assentes na terra e nunca esquecer que Vitória e Arouca ou Belenenses têm também nos respetivos jogos com o nosso clube os desafios mais importantes da época. Como se diz em gíria, vão dar o que têm e o que não têm para nos derrotar.
Ao contrário do que possa parecer, nesta época temos muito mais possibilidades de ganhar um troféu do que nas épocas anteriores; eliminados das competições europeias onde arrecadamos uns 14 milhões de euros, podemos dedicar-nos a cem por cento às competições internas. Nos últimos anos sofremos as consequências das longas carreias europeias, principalmente ao nível do rendimento físico dos atletas. Nesta época, se tudo decorrer com normalidade poderemos encontrar em maio o Benfica no Jamor e aí, quem sabe, beneficiar do desgaste do adversário, conhecida que é a tendência de Jorge Jesus para chegar ao final da época com a sua equipa muito desgastada fisicamente. Portanto, penso que o maior obstáculo à conquista da Taça de Portugal será o Vitória de Guimarães, já em janeiro. Por isso, ao contrário do que parece ser a tendência do mercado, não me parece que o chamado mercado de inverno seja ocasião para fazermos grandes negócios e grandes encaixes financeiros; é a hora, isso sim, de reforçar a equipa com dois ou três jogadores de qualidade indiscutível em setores fundamentais.
Se queremos, de facto, conquistar este troféu, temos de cumprir duas condições essenciais: reforçar a equipa e, dentro do campo, aprender a defender quando é preciso. Nos últimos dois jogos da Liga marcamos sete golos e sofremos um. Isto é bonito; isto é o futebol que todos nós adoramos: bola na frente, golos e alegria. É assim que o futebol é festa. Mas frente a equipas de maior valor, temos de defender muito melhor. Sendo mais preciso: temos, simplesmente, de aprender a defender. Sem estas duas condições, a meu ver, não conquistaremos troféu nenhum!
Parece-me que seria também muito importante reforçar equipa B. O dinheiro que (brilhantemente) ganhámos na Champions League e na transferência de jogadores deve ser aplicado em algo que nos garanta maiores rendimentos futuros e, de preferência, também bons resultados desportivos. Sei que a SAD pretende fazer investimentos a este nível, por isso deixo aqui a minha palavra de apoio a esses propósitos: é preciso investir em mais jovens com futuro e fazer o contrário do que noutros clubes tem sido desastroso… com os erros dos outros também se aprende e os jovens atletas, de preferência portugueses, podem ser a chave para grandes sucessos futuros.




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