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A lei da moderação e do equilíbrio (III)

O equilíbrio deve ser um fator-chave do critério de todas as nossas opções, incluindo as que dizem respeito ao grupo de amigos e de associados nas várias agremiações em que nos inserimos. Quem leva uma vida desequilibrada complica, desorienta e até pode destruir a sua ação profissional e social, provocando também, muitas vezes, uma certa perturbação na daqueles que se movimentam à sua volta. No rol dos indivíduos desequilibrados estão incluídas as pessoas nosomaníacas, hipocondríacas, alcoólicas, frívolas, gananciosas, egoístas, desonestas, coniventes, enfadonhas, lamurientas, incompetentes, corruptas e, em suma, imorais.

Artur Gonçalves Fernandes
20 Dez 2012

Grandes personalidades, muitas delas com responsabilidades na sociedade e ocupando cargos de destaque, estão fora do estado normal de equilíbrio, pertencendo ao grupo das pessoas que não nos agradam e, quantas vezes, evitamos o mais possível. Temos que pensar e afirmar categoricamente que os poderosos, mais cedo ou mais tarde, também serão destronados. Lá diz a máxima antiga: “sic transit gloria mundi”, ou seja,” o poder ou a importância deste mundo passa rapidamente”. A sociedade pode ser contaminada por uma só pessoa desequilibrada. Ao longo da História, quem foram (e quem são hoje) os grandes inimigos dos povos e da humanidade? Foram os déspotas insaciáveis, os Hitleres, os Estalines, os Mussolinis e tantos dementados pelo poder, entre outros. Quando os fatores nocivos ou negativos estão descontrolados não produzem senão excessiva maldade ou negatividade em tudo o que tocam, dizem ou fazem. A procura exagerada do prazer pode levar à promiscuidade sexual que vai arrastar consigo um entorpecimento precoce do cérebro, bem como uma estimulação pelos psicotrópicos e pelo álcool. Estes estados acarretam um ambiente propício para o roubo, para o crime e, muitas vezes, para o suicídio.
Como o homem é um eterno insatisfeito, as suas tendências, para evitar os excessos descontroladores, têm que ser orientadas racionalmente. Harold Fink escreveu: “A vida humana é uma busca da satisfação. As tensões entre órgãos e tecidos impelem-nos a restaurar o equilíbrio entre eles. Este impulso para restaurar a nossa integridade, o nosso bem-estar geral, é a raiz de todo o progresso e todo o vigor.” As condições da vida impõem-nos o seu próprio equilíbrio. Sem dificuldades não haveria provas de desenvolvimento; sem perigo (ou risco) não haveria coragem: sem necessidade não haveria esforços; sem sofrimento não haveria compaixão.
Para que o trabalho de manter o equilíbrio não seja em vão, não pareça um empreendimento grande de mais e implique mal-estar ou infelicidade, o homem deve lembrar-se da existência de uma força criadora que nos dá todo o poder e habilidade necessários para viver como dever ser. O maior equilíbrio é estar em harmonia com a natureza humana e com o criador da vida e autor das leis que regem o universo. Num mundo em que as coisas são feitas para durar pouco, os homens inteligentes procuram a realização pessoal e espiritual, por meio de tudo aquilo que se torne perene e tenha a capacidade de transcendência. Deve-se arregaçar as mangas e lançar à terra fértil sementes positivas e construtivas que se tornarão árvores gigantescas, vigorosas e produtivas no futuro. A semente de hoje é a árvore de amanhã. Se não houver plantação, não haverá árvores nem frutos. Viva-se o dia de hoje, semeando aquilo que se deseja colher amanhã. Motivação e entusiasmo são as forças que rompem barreiras rumo a um futuro compensador. Nada é difícil para quem acredita que é fácil.




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