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Questão Social…

É demasiado importante o que ocorre no país relativamente ao futuro do Estado Social, que apesar de jovem, lembremo-nos que se desenvolveu com maior plenitude com o 25 de Abril de 74, apesar de na Europa existir pelo menos desde o século XIX. Podemos chamar-lhe um direito ou uma garantia, porque será sempre uma questão social de desenvolvimento do país e qualidade de vida das pessoas.

J. Carlos Queiroz
16 Dez 2012

Evidentemente que será sempre fácil culpar o poder político pelas desigualdades criadas e pelos regimes de exceção desenvolvidos ao longo do tempo, muitos são os que dizem e sugerem, um limite para as pensões, argumentando que pensões muito elevadas não deviam caber no conceito de regime social.
A questão é tão pertinente quanto a da medida de austeridade que o Governo implementou para os pensionistas que estando numa fase da vida em que o rendimento é resultado de contribuições do passado, não tendo mesmo na maioria dos casos outras fontes de rendimentos, assistem a um ataque do Governo ao seu rendimento mensal, que põe em risco a sua qualidade de vida, na medida em que limita gastos habituais à sua subsistência.
Não espanta a redução de procura de assistência médica ou de tratamentos por parte da população idosa vitima desta redução nas pensões, muitas delas suporte familiar para desempregados, filhos ou netos.
A sustentabilidade desejada no sistema social só será possível num outro contexto de reestruturação do modelo de Estado Social e não através de medidas avulsas que obviamente nunca serão uma solução para o problema.
Podemos ignorar pessoas responsáveis pela situação do país, tentar até encontrar explicações ou argumentos para justificar esta ou aquela medida, mas nunca podemos esquecer que foram anos sucessivos de más políticas que ignoraram a situação económica do país, que apressaram a ruptura do Estado Social. É tempo de desenvolver outro tipo de políticas, de demonstrar capacidade e vontade para fazer mais e melhor e não apenas para, escolher trabalhadores e pensionistas como soluções para os problemas das tais políticas erradas ou mesmo negligentes de muitos anos. Compramos sem ter, distribuímos sem nada ter e agora escolhemos os idosos como solução para o problema! Não… assim não vamos certamente a lado nenhum.




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