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A verdade e a mentira

O que se diz ou se faz pode ser verdadeiro ou falso. Muitas afirmações que fazemos podem estar de harmonia com o que retamente pensamos e sentimos; ou podem estar em contradição. Na primeira hipótese temos a verdade; na segunda, a falsidade. Falar deste assunto, um pouco teórico mas com aplicação prática, é falar de algo que tem imensa repercussão na vida das pessoas e das sociedades.

Manuel Fonseca
15 Dez 2012

Ninguém é indiferente aos erros que se cometem devido à falsidade das declarações de interlocutores ou de intervenientes na vida comercial, social e política. Em geral, não conhecemos as intenções e objetivos dos mesmos, a não ser que o passado nos previna.
A mentira é a grande moeda que os falsários utilizam para enganar as pessoas. É esse o calvário que nos aparece todos os dias na imprensa ou noutros meios de comunicação social. E há um público assaz atreito a ser falseado e prejudicado: os idosos. As magras reformas que auferem podem ser, de maneira hábil, rapinadas. Alguns deles só mais tarde tomam consciência do ludíbrio e roubo.
A não ser que acordem no meio da burla, como no caso, há dias, da idosa duma freguesia de Amares: o burlão tinha-lhe perguntado pela marca dos brincos e ela, ao verificar que o primeiro brinco entrou no bolso dele, desatou a gritar e a chamar pelos vizinhos. O suficiente para desaparecerem.
Outro meio da astúcia do latrocínio é o telefone. Começam por apresentar uma empresa fictícia, relacionada com a saúde ou com inquéritos sobre estatísticas. E depois pedem dados concretos da pessoa, idade, família. Fazem promessas. Convidam a aparecer em determinado lugar… É o primeiro passo. O segundo virá depois…
Há outro âmbito onde se movem os falsários: a política e eleições. Fazem-se promessas de prosperidades as mais avançadas, resolução de todos os problemas sociais, empregos garantidos e bem remunerados e muito mais. Alcançado o poder, agem como donos e senhores absolutos de todos e de tudo, em modos semelhantes aos de ditadores.
Quem não recorda um político que, nas vésperas de eleições legislativas, com proclamação solene e sonora, do palco da televisão, prometeu garantidamente a criação de 150.000 empregos, de rajada?!
Naturalmente, em futura propaganda, iremos ter mais do mesmo desses arautos que vivem faustosamente à custa do dinheiro dos eleitores.
A verdade é a qualidade bela e digna dum ser humano, que o acredita diante de Deus e dos homens. A mentira é o estrume do espírito das trevas. Recordamos a resposta de satã a Adão e Eva: “Não, não morrereis. Antes, Deus sabe que quando dele comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e vos tornareis como Deus”, Gen. 3,4
A verdade e a mentira são fruto dum espírito superior: o ser humano livre. O homem possui esse dom maravilhoso da liberdade que o eleva acima de toda a criação, e que tanto pode usar bem como mal. Mas dele deriva a sua responsabilidade.
É importante que o use bem pelas consequências que se seguem.




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