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Quem conhece o “patrono”?

Nos últimos 40 anos, poucas zonas urbanas portuguesas cresceram tanto como a cidade de Braga. (Entenda-se aqui o verbo “crescer” no sentido físico e demográfico). O considerável aumento da população estudantil, a progressiva deterioração do investimento na produção agrícola e o exponencial crescimento do setor terciário (serviços) foram arrastando para o “casco urbano” bracarense muitos milhares de pessoas que, até há meio século, viviam nas suas fraldas. Esta progressiva aglomeração das gentes na cidade de Braga deu origem a uma incontrolável explosão imobiliária – de que o chamado “Vale de Lamaçães” é exemplo paradigmático.

Victor Blanco de Vasconcellos
13 Dez 2012

Ora, com o decorrer dos anos, muitos desses nomes “perderam-se” na memória dos bracarenses. A bem dizer, grande parte deles transitou para a categoria dos “ilustres desconhecidos”, mesmo os que dizem respeito a pessoas de grande e merecedora relevância histórica, cultural ou social! Assim, hoje, o “cidadão comum” bracarense – mesmo quem reside nessas artérias! – não sabe quem são (foram) as personalidades que dão nome à maioria dessas novas ruas, travessas, praças e pracetas…
Exemplos? Quantos bracarenses saberão quem foram Arnaldo Gama, José Vilaça, António da Costa, Simões de Almeida, Francisco Mendes, Raul Gomes, Robert Smith, Francisco Duarte, José Lamosa, Afonso Palmeira, Ambrósio dos Santos, António Cruz, Padre Manuel Alaio, Monsenhor Ferreira, Fernando Oliveira Guimarães, Albano Belino, Vieira Gomes, Padre Manuel Guimarães…? E, ao contrário do que muitos leitores possam pensar, todas estas personalidades deram (dão) nomes a artérias bracarenses!
Eis por que é necessária (e urgente) a elaboração de uma “Memória Descritiva” do mapa toponímico bracarense, que permita – pelo menos aos aqui residentes e, particularmente, às gerações mais jovens – um conhecimento (ainda que sinótico) das ilustres figuras que dão nome às nossas avenidas, praças, ruas…
Essas personalidades também integram o rico património de Braga, pelo que urge conhecê-las minimamente. Além de que – convenhamos! – não há pior nesciência do que desconhecermos quem é (foi) o “patrono” da rua onde moramos!




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