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Outro Ponto de Vista…

Esta crónica hoje assume uma dimensão diferente. É de agradecimento e de reconhecimento. À Câmara Municipal de Braga, na figura do seu presidente, pelo apoio materializado que permitiu a deslocação da nossa única Banda, a Banda Musical e Filarmónica de Cabreiros a Lisboa, permitindo desse modo a associação às demais bandas do País, numa manifestação cultural e cívica inesquecível. À vereadora da Cultura pelo modo presente, competente e diligente como ajudou na organização da deslocação.

Acácio de Brito
7 Dez 2012

A todos – e foram muitos – que permitiram, sobretudo, neste momento em que querem matar a data, o apoio à ideia e à iniciativa do Movimento 1.º de Dezembro de realizar junto aos Restauradores, nesse dia, um Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas comemorativo da independência e da liberdade de Portugal.
E agradeço também, de modo muito caloroso, à Banda de Cabreiros, que se deslocou à capital da Nação, para festejar e celebrar a alegria e o brio da nossa Pátria soberana, nos temas dos hinos que cantam a nossa identidade, a nossa liberdade, a nossa independência.
A atuação e o desfile da nossa banda, representante do distrito de Braga foi de modo não suspeito, muito apreciada, correspondendo no momento mais alto do dia à interpretação em conjunto, pelos mais de 700 músicos de todas as bandas presentes, dos três temas principais do dia: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.
Que bonito de ver, que lindo de se viver!
Ficará no coração de tantos, o modo e a forma digna e profissional como tantos vindo de todos os lugares do nosso Portugal foram capazes de mostrar o melhor de nós.
E a nossa Banda Musical de Cabreiros, Braga, que foi fundada em janeiro de 1843, com o nome de Banda Musical de S. Miguel de Cabreiros, tendo uma tradição centenária e recordada, também, no livro de poemas históricos literários “A Minha Aldeia”, de Monsenhor Alves da Rocha, editado em 1949, no Rio de Janeiro, que no retrato da Freguesia em poema, pode ler–se no canto IV.
“Duas obras te fazem imortal
Ó Cabreiros, meu berço querido:
São os Passos e a Banda, afinal,
Por que foste e serás conhecido.”
Mas a Banda de Cabreiros não é só e apenas uma Banda de Música é, sobretudo, uma Escola de Música que aparece como a principal e mais importante fonte de formação de músicos desta coletividade e de Braga.
O seu bom funcionamento é fundamental para uma formação condigna dos seus alunos e é o espelho do nível a que se apresenta a própria filarmónica.
A formação de jovens assume nesta coletividade uma dimensão cada vez mais importante e fundamental, nomeadamente para que estes tenham noções de valores para a vida em sociedade, tais como respeito por horários, hierarquias, vontades e pensamentos.
Esta Paideia foi presença constante na manifestação, aliás, a música, como a primeira de todas as artes adquire um papel fundamental na formação pessoal e social dos alunos, e esse é um dos papéis assumidos pela Escola de Música da Banda Musical de Cabreiros.
E a Banda de Cabreiros com as demais bandas filarmónicas do País, deram início a uma nova tradição festiva com a mesma força de sempre, com mais força ainda do que antes, porque o 1.º de Dezembro não é um dia contra ninguém; é o dia a nosso favor.
É verdade que somos mais antigos que 1640: vamos a caminho já de 900 anos. Mas, se guardamos os títulos do mais antigo dos Reinos ibéricos, do mais velho dos Estados da península e, nas fronteiras atuais, de mais antiga Nação da Europa, devemos esses títulos à liberdade reconquistada pela Restauração – senão teríamos acabado.




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