Fotografia:
O fulgor, ou magnificência da ‘Verdade’…

Deixando-nos levar pelo habitual interesse de procurar a verdade e partilhá-la, encontrámo-nos a reler a Encíclica do Papa João Paulo II, “O Esplendor da Verdade”. O Papa começa por reconhecer que esse esplendor brilha em todas as obras da Criação, particularmente no homem criado à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn I, 26): verdade que ilumina a inteligência e modela a liberdade do homem, que, deste modo, é levado a conhecer e a amar o seu Criador…

Maria Helena H. Marques
4 Dez 2012

Na Encíclica, o Pontífice alertou para a “decadência do sentido moral” na sociedade e suas consequências dramáticas para a democracia.
Dirigindo-se aos Bispos do mundo inteiro afirma que o seu objetivo “é o de preservar a sã doutrina, para debelar aquela que constitui uma verdadeira crise, tão graves são as dificuldades que acarreta para a vida moral dos fiéis e para a comunhão da Igreja”.
No centro da “crise”, o Papa vê uma grave “contestação ao património moral da Igreja”. Diz: “Não se trata de contestações parciais e ocasionais, mas de uma discussão global e sistemática do património moral… Rejeita-se, assim, a doutrina tradicional sobre a lei natural, sobre a universalidade e a permanente validade dos seus preceitos e consideram-se simplesmente inaceitáveis alguns ensinamentos morais da Igreja…” (n. 4).
Nas razões que geram esta crise moral, o Papa vê o questionamento que se faz aos “Mandamentos de Deus, inscritos no coração do homem e que têm capacidade para iluminar as opções
diárias dos indivíduos e das sociedades inteiras”.
No centro desta crise, o Santo Padre aponta a separação que alguns querem fazer entre a moral e a fé do Evangelho.
Preocupado em resolvê-la, o Papa reafirma que “ o mistério do homem só se esclarece verdadeiramente no Mistério da Encarnação de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6); sem Ele o homem permanece desconhecido para si mesmo, um mistério insondável, um enigma indecifrável. Sem a verdade de Jesus, “ a luz que ilumina todo o homem que vem a este mundo”, o homem não é verdadeiramente livre, e não tem uma consciência esclarecida para viver a vontade divina expressa nos Mandamentos.
Diz o Papa: “A liberdade do homem, encontra a sua plena e verdadeira realização na lei moral que Deus deu ao homem. Por isso, não é lícito que cada cristão queira fazer a fé e a moral segundo o “seu” próprio juízo do bem e do mal…
A Verdade na Vida
Pode viver-se sem a verdade? Qual é o sentido da vida humana? Quais são os valores que lhe dão autenticidade e grandeza? O que leva o homem a ser feliz, realmente?
Diante destas questões, não estranhamos que João Paulo II se tenha empenhado em dar doutrina clara, ideias esclarecedoras sobre as questões morais em que mais se desorienta e claudica o católico atual, sujeito à vertigem de erros que gritam fortemente.
Verificamos como são colocados diariamente sobre um pedestal, elogiados pelo materialismo laicista e incentivados pela mídia, comportamentos morais que destroem a dignidade do homem e da mulher, criados à imagem de Deus; que aviltam a grandeza do amor, do casamento e da família; e a do caráter sagrado da vida e da morte…
Estamos perante questões essencialmente éticas!…
Então, qual é a luz, o referencial ao qual nos reportamos para emitir um parecer correto sobre estes temas?
Quem é que define o bem e o mal, o certo e o errado das atitudes e comportamentos? Com que critérios deve ser definido o bem e o mal?
Através de uma ”moral de consenso” conducente a autênticas aberrações – conforme temos presenciado – (casamento homossexual, aborto, eliminação de fetos e até de crianças portadoras de qualquer deficiência, de idosos, etc.)? Sabemos que não!
O referencial claro, o esplendor da verdade contida nos Mandamentos da Lei de Deus, proclamados no Sinai, “enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo”; mandamentos que resumem a lei divina natural, válida para todos os homens e que foram elevados até ao máximo nível do amor pelos ensinamentos e o exemplo de Jesus Cristo que, verdadeiramente, nos trouxe a luz da vida! (Jo 8,12).




Notícias relacionadas


Scroll Up