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O Tempo do Advento

A palavra “advento” quer dizer “que está para vir”. O tempo do Advento o tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor. O Advento começa nas vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa volta-se para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Maria Fernanda Barroca
1 Dez 2012

As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Assim no dia 18 de Dezembro a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Ó ou Expectação de Nossa Senhora. A iconografia mostra-nos Maria em estado avançado de gravidez.
 Depois da reforma litúrgica o Advento passou a ser celebrado sob dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas.
A liturgia do Advento impulsiona-nos a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
No 1.º Domingo: o convite à vigilância e à oração; no 2.º Domingo a libertação do mal pelas palavras de João Baptista; no 3.º Domingo (Domingo Gaudete) o convite à alegria cristã, por estar perto a Salvação; no 4.º Domingo já Isabel saúda Maria como a Mãe do seu Senhor.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza.
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que “preparemos o caminho do Senhor” nas nossas próprias vidas, “lutando até o sangue” contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e recurso ao Sacramento da Penitência.
No Advento, precisamos de aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza económica, mas principalmente aquela que leva a confiar, abandonar-se e depender totalmente de Deus, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória (mesmo no Domingo Gaudete), para que na festa do Natal, entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, não se usam flores ou música, excepto na Festa da Imaculada, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus. Os paramentos litúrgicos são roxos, excepto no Domingo Gaudete que podem ser cor-de-rosa, onde os houver e na Festa da Imaculada que são brancos.
Em muitas igrejas e capelas é costume colocar em lugar de honra a Coroa do Advento: uma coroa de plantas verdes, tendo no centro quatro velas que se vão acendendo nos quatro Domingos: uma, depois duas, depois três e no fim as quatro.
Em muitos lares cristãos coloca-se a coroa num lugar distinto, e no último Domingo no centro da mesa, onde vai ser servida a Ceia familiar.




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