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Outro Ponto de Vista…

Que estranha e interessante coincidência!No dia 1.º de Dezembro, data comemorativa da Restauração da Independência entrou em vigor o tão propalado “Tratado de Lisboa”. Triste coincidência a data, porque na substantividade do ocorrido estamos perante realidades antípodas. Se hoje trago à colação reflexiva este momento, o 1.º de Dezembro, data distintiva e relevante da nossa história como povo e nação, faço-o para manifestar o meu público repúdio pela intenção manifesta dos atuais poderes de a considerarem uma data menor!

Acácio de Brito
30 Nov 2012

Quem não sabe preservar a sua história, enaltecendo os seus heróis, não merece ter futuro.
Se em 1640 uma geração, “Ínclita”, foi capaz de restaurar e impor uma nação independente ao mundo, esta nossa geração que “nos governa”, ou não, tem dado provas da mais elementar das irresponsabilidades pondo em causa, mesmo, o caráter singular da nossa Pátria.
Pátria que deu novos mundos ao mundo, nação guerreira mas que sempre soube fazer e viver em paz vê-se hoje, na contingência de pura e simplesmente declarar-se insolvente.
Aliás, estamos em situação de bancarrota.
Triste sina a nossa!
Se, no passado, a crise do mundo inteiro era por nós resolvida com “a Caixa resolve” ou, o “Estado oferece garantias bancárias”, prevalecendo o princípio da máxima irresponsabilidade, hoje o cenário diferente, autêntico, é manifestamente desolador!
Desemprego dos que já tiveram emprego, acima de valores intoleráveis!
Emprego para os que nunca, ainda, o tiveram ou, se calhar dificilmente irão ter, cerca de, demasiados!
Que falta de sensibilidade.
A política e cada um dos seus intérpretes e, atores, devem servir para servir!
Não obstante, só se serve, quando se está disponível para fazer escolhas.
Deveria ser para isso que os políticos serviriam: fazer opções, escolhas!
No nosso caso, paradigmático do não fazer, entretemo-nos no “non sense”, no faz de conta para não contar coisa nenhuma, fazendo a figurinha de um mestre de cerimónia, alheia.
Mas tudo isto tem um custo… Demasiado alto!
Da perda de soberania manifesta à insolvência, não obstante, procurando acreditar que esta nova maioria fosse capaz de contrariar este caminho sem sentido, somos confrontados com evidências
diárias de capitulação perante os aparentemente mais fortes.
Gostaria de estar enganado!…
Todavia, aguardo com esperança uma geração egrégia, que perpetuará os valores presentes nos valentes do 1.º de Dezembro, dando, deste modo, continuidade ao que se fez a Miguel de Vasconcelos.
Até porque há coisas de que só nos damos realmente conta quando faltam. Coisas tão naturais que nos esquecemos de as valorizar – exceto quando as perdemos ou estamos em risco disso. É assim com o ar e com a liberdade. É assim também com a independência – e com o 1.º de Dezembro.
Oxalá a crise em que foi posta a continuidade do 1.º de Dezembro, o feriado fundamental, sirva para celebrarmos melhor este dia feriado. É o verdadeiro Dia de Portugal, o dia de todos nós, os Portugueses. (2012, Ribeiro e Castro)




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