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De quem será a culpa?

É público e notório que de algum tempo a esta parte o Sporting tem feito a travessia no deserto, nomeadamente com a sua equipa de futebol, pois para além de não ter conquistado qualquer campeonato nos últimos anos (último foi em 2002, com L. Bölöni), uma equipa que se assume como “candidata ao título” estar à 10.ª jornada a 15 pontos da liderança na Liga Zon – Sagres, não é certamente uma “situação perfeitamente normal”.

Luís Covas
30 Nov 2012

Costuma-se dizer que quando um clube não ganha a culpa é do treinador, se ganha o mérito é dos jogadores. Porém, há sempre uma figura a servir de bode expiatório, que leva com as culpas todas quando as coisas correm para o torto, ou seja, o treinador. No caso do Sporting, como em quase todos os casos, foram diversos os treinadores que saíram, com o rótulo de “culpados” pelas fracas prestações leoninas. Paulo Bento, ex-treinador do Sporting colocou o clube em 2.º lugar durante 3 temporadas, ganhou duas Taças de Portugal (algo que o clube já não ganhava desde 2000) e duas Supertaças (os dois troféus contra o super-poderoso F.C. Porto). Nunca foi campeão, mas tirando a época 2007/2008 esteve na luta até à última jornada, podendo até se queixar de algumas decisões das equipas de arbitragem, nomeadamente aquela onde não é anulado um golo marcado com a mão por Ronny do P. Ferreira, num jogo que custou ao Sporting a derrota e a consequente perda do Campeonato, pois os “leões” ficaram a apenas 1 ponto do campeão F.C. Porto. O que o leitor poderá agora questionar, é “se Paulo Bento é um bom treinador, porque é que a equipa não conseguiu conquistar um campeonato e acabou por abandonar Alvalade?”. A resposta não é conhecida, nunca foi tornada pública e, se calhar, nem os responsáveis do clube o sabem. O que se sabe é que as coisas que mudaram foram as figuras do presidente: saiu Filipe Soares Franco e entrou José Eduardo Bettencourt, que entretanto saiu e entrou Godinho Lopes e com tudo isto foram também vários os treinadores (Paulo Sérgio, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Domingos Paciência e Sá Pinto) que têm passado por aquele clube e nada têm conseguido. Então os associados interrogam-se e perguntam: “De quem será a culpa?”. O novo presidente, em colaboração com Luís Duque e Carlos Freitas, logo no primeiro ano do seu mandato, revolucionaram o plantel sportinguista com a vinda de 19 jogadores, “uma equipa nova!”. Vieram sul-americanos, holandeses, espanhóis, juniores, internacionais, gente com e sem qualidade, mas as esperanças de conquistas logo se esfumaram no início dos campeonatos! Financeiramente a situação é periclitante e agora o clube está num beco sem saber se tem saída. As coisas continuam “tristes e feias” para os lados de Alvalade, os adeptos do Sporting começam a perceber que afinal um treinador (que é feito de Van Basten, Rijkaard, Zico e Dunga? Há pouco mais de ano e meio havia cinco treinadores disponíveis) pode não ser sempre o culpado dos maus resultados de uma equipa de futebol. Com tudo isto até faz recordar uma frase célebre de um antigo selecionador nacional que afirmava, “E o burro sou eu?”.




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