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Ou não

1 – Tenho defendido a ideia de que não devemos seguir o mau exemplo de alguns dos nossos adversários que fazem do “choradinho” uma arma contra os árbitros. Eu sei que resulta; está à vista que resulta. Mas não gostava nada de ver o meu clube seguir por aí. No entanto, há limites. E este primeiro terço do campeonato está a ultrapassar todos os limites no que toca à injustiça com que temos sido tratados. Não vou embarcar no choradinho; vou apenas lembrar o prejuízo que sofremos, pelo menos, em três jogos.

Manuel Cardoso
29 Nov 2012

Por coincidência (ou não?) nesses três jogos em que fomos descaradamente prejudicados defrontámos o Benfica, Sporting e F.C. do Porto. Recordando: no estádio da Luz, um jogador expulso por uma falta cometida por outro atleta; em Alvalade, um golo anulado por uma falta que ninguém viu e agora, frente ao Porto, um penálti descarado não assinalado. José Peseiro, na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio com o Porto afirmou que não gosta de falar de árbitros mas rematou assim: «Houve um penálti a favor do SC Braga que toda a gente viu. Ou não?» Gostaria de destacar este “ou não?” É que parece que, contra tudo e contra todos, ainda há quem teime em não ver o que é evidente.
2 – Devo dizer que admiro algumas coisas no FC do Porto. Mas há outras que, clubismos à parte, considero lamentáveis. Mais uma vez, no jogo do passado domingo, a claque do nosso adversário envergonhou muitos portistas com uma coisa a que eles chamam “cântico” e cujo refrão se limita à conhecida expressão do calão mais baixo possível, com as iniciais “fdp”. Eu não sei se isto é falta de imaginação ou apenas a mais pura falta de educação. Mas que é vergonhoso, é. Isto não tem nada a ver com clubismo, repito. Aliás,
tenho criticado negativamente as nossas próprias claques (que até admiro bastante) por insistirem no insulto ao Vitória de Guimarães recorrendo ao calão. Não sou um puritano por isso não me choca ouvir esses termos. Mas tempos de pensar nas crianças que queremos ver, cada vez mais, nos estádios. E cabia aos dirigentes fazerem algo para contrariar isto. E não é o que tenho visto. Pelo contrário.
3 –Na jornada passada, num só jogo aconteceram seis golos de dois avançados que (pelo menos no que me diz respeito) deixaram saudades em Braga: João Tomás e Meyong. Dois grandes jogadores e dois profissionais exemplares. E se dermos uma espreitadela à lista de melhores marcadores verificamos que nos primeiros dez classificados, para além do “nosso” Éder há quatro avançados ex-Braga com um total de vinte e seis golos: Meyong com nove, João Tomás com sete, Lima com seis e Edinho com quatro. Somando este facto a outros indicadores, como a presença de sete bracarenses na seleção A, podemos concluir aquilo que é cada vez mais óbvio: mais do que um “grande” do futebol português, o nosso clube é já um dos melhores formadores de craques em Portugal.
É caso para perguntar, para que queremos nós uma academia?




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