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A lei da ação (II)

Por esse mundo fora, há milhões de pessoas que passam a vida sem conhecer o sucesso porque vão adiando as coisas e decidem esperar sempre pela altura ótima para começar a executar a tarefa que sabem ser boa, ter mérito e deve ser feita o quanto antes. Não devemos adiar nem hesitar muito tempo, já que aquele momento pode ser o melhor e, como tudo é irreversível, a oportunidade perde-se para sempre.

Artur Gonçalves Fernandes
29 Nov 2012

A única altura que podemos dominar adequadamente é o momento presente. Devemos, pois, começar agora mesmo e trabalhar com a ferramenta que temos à mão. “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, diz o ditado popular. Lembremo-nos que a natureza favorece sempre os sensatos, os ativos, os inteligentes, os interessados em progredir e os que têm coragem de correr riscos e querem ser bem sucedidos. “Quem se recusa a correr riscos paga a multa de perda de vida, de uma forma ou de outra”, afirmou Alexis Carrel. Se respeitarmos a natureza humana na sua essência e agirmos de acordo com as suas reais características, o sucesso será certo; se a contrariarmos, fazendo escolhas erradas, o inêxito e a frustração serão inevitáveis. A queda no precipício é certa e a retoma do bom caminho pode ser difícil.
O movimento, por si mesmo, não é progresso, nem a mera atividade implica em si a realização. O esquilo, quando engaiolado, faz incessantes movimentos e mostra atividade, mas nunca chega a parte alguma. Quem se deixar ir ao sabor das ondas pode ter grande atividade, mas, na maior parte das vezes, move-se para a futilidade e para e efemeridade. Omar Bradley diz: “Na guerra ou na paz o facto básico é um só. Foi-nos dada uma vida e um espaço para a viver. Podemos esperar que as circunstâncias resolvam, ou podemos decidir atuar, e atuando viver”. A nossa energia pode dissipar-se, como o vapor de água, num espaço vazio, se falarmos em demasia sobre os nossos planos sem nos decidirmos a atuar. Seremos um simples palrador e não um real executor. Pensar e refletir bem é nossa obrigação, mas não entrar em divagações estéreis, enquanto os outros resolvem e agem, ultrapassando-nos irremediavelmente. O homem que precisa de ser convencido a agir não é um homem de ação, não sendo digno desse nome. Nós temos de agir conforme respiramos. Devemos proceder como se fosse impossível falhar. Só as ações determinam e mostram o seu valor real. Se ficarmos quietos ou encostados no sofá a ver o mundo passar, ele passa mesmo e nunca mais o apanharemos. Não há nenhuma força do destino a planear a vida dos homens. Se não o fizermos nós, ninguém o fará por nós. O que nos sucede, de bom ou de mau, é sempre o resultado da nossa ação ou da falta dela. A ação é a base de qualquer realização pessoal. Muitos profissionais e executivos tornam-se estéreis com o decorrer do tempo, pois fecham–se dentro de si mesmos, limitando a sua inteligência com as amarras da auto-suficiência e da independência exageradas. Outros são produtivos quando estão no início da carreira, mas à medida que sobem na hierarquia e sobrevalorizam os seus títulos, têm grandes dificuldades em produzir novas ideias. Toda a pessoa que não recicla a sua auto-suficiência aprisiona o pensamento e aborta a criatividade. Essa pessoa é intelectualmente inerte e não tem consciência disso por causa da dificuldade de fazer uma verdadeira introspeção e repensar a vida. Colocar-se como aprendiz da vida profissional, social e cultural é um exercício de inteligência. Uma pessoa que possui esta característica será sempre criativa, lúcida e brilhante mentalmente, não dependendo da idade. Há jovens que são velhos, por serem intelectualmente rígidos e limitados. Há velhos que são jovens, por serem livres e estarem sempre dispostos a aprender. Tal característica é mais importante que a genialidade. Esta atitude de contínua aprendizagem faz bem à saúde do cérebro e à saúde psíquica.




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