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Sociedade, território e ambiente

Este foi o «emblema» escolhido pela Ordem dos Engenheiros no seu último Congresso (19/20 de outubro) realizado no Centro Cultural de Belém, Lisboa, que aproveitou para fechar 75 anos de vigência deste Organismo, com origem, há 140 anos, na Associação dos Engenheiros Civis Portugueses. A engenharia é um motor de atividades múltiplas, em redor, sempre presente, activa, pronta e preparada para responder a tudo para que seja chamada.

Sampaio Castro
27 Nov 2012

«Um aparte – o viaduto rodoviário do rio Corgo, a sul de Vila Real, inserido na auto-estrada transmontana é o segundo mais alto da Europa e do mundo – a altura desde a fundação até ao topo dos mastros é de 197 metros e na zona de maior desnível em relação ao solo o tabuleiro eleva-se a mais de 230 metros do fundo do vale, ao longo de 2796 metros (em três tramos). É uma obra complexa que foi concebida e realizada por engenheiros e executantes nacionais.»
De salientar as principais conclusões práticas emergidas deste Congresso:
Urge proceder a uma análise profunda, quantitativa e qualitativa do sistema de ensino da engenharia para inventariar as necessidades, regular a oferta e consolidar a qualidade. O interesse nacional e a racional aplicação dos recursos devem prevalecer de modo inequívoco sobre os interesses setoriais;
A retoma e o crescimento económico nacional requerem um substancial reforço das condições de empregabilidade interna. Um dos contributos essenciais é a reindustrialização. É urgente a formulação de uma política nacional para o setor industrial de bens  transacionáveis e o reforço do apoio à produção de matérias-primas, no sentido de incrementar o potencial de exportação e as consequentes vantagens competitivas, incluindo a correção de assimetrias regionais e onde se tome em consideração o enorme capital humano que constitui a comunidade de ensino superior e de investigação nesses domínios;
O ordenamento do território continua a ser uma das áreas fragilizadas, onde existem necessidades de políticas públicas consistentes e rigorosas, que possam corrigir erros de décadas; qualquer decisão nas áreas da edificação deve ser fortemente condicionada pelas mesmas;
O património construído de índole urbana não necessita de aumento substancial; o setor da construção deve concentrar-se na reabilitação urbana; espera-se que a nova «Lei das Rendas» contribua para a dinamização deste setor;
As possibilidades abertas pela ciência e pela tecnologia de reforçar a obtenção, valorização e transformação dos recursos naturais existentes no território e nos espaços marítimos;
As políticas públicas de desenvolvimento de infra-estruturas devem ser definidas após a disponibilidade de estudos técnicos de viabilidade;
O crescimento económico permitirá aumentar a empregabilidade e arrancar com um novo ciclo de progresso.
Finalmente, a Ordem dos Engenheiros reiterou a disponibilidade incondicional de colaborar com entidades públicas ou com movimentos da sociedade civil, na procura das melhores soluções nacionais para as questões de desenvolvimento económico sustentável e de interesse social, onde o planeamento, a engenharia e a tecnologia tenham papel relevante.




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