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Parabéns à PSP e sua tutela

Os meus cumprimentos e parabéns ao sr. ministro da administração interna, o bracarense dr.Miguel Macedo, pelo comportamento democrático e contido como se houveram os agentes da PSP, no dia 14 de novembro passado, perante as provocações de agitadores que se concentraram em frente à Assembleia da República.

Paulo Fafe
26 Nov 2012

Entendo que as culpas são sempre do ministro da tutela quando as coisas correm mal, então merecem os louvores quando as coisas correm de forma exemplar como todo o país viu. Tudo parece já dito sobre os desmandos ali praticados e os que foram sendo praticados em ruas circunvizinhas. Mas o mais importante, para mim, está no que estas atitudes arruaceiras comportam de subversivo. O que se pretende com tudo isto não é demonstrar desagrado pela situação económica e financeira por que estamos a atravessar, nem, como pode parecer à primeira vista, hostilizar o atual
governo e o que lhe vier a suceder. Todos, incluindo os governantes ao mais alto nível ou a nível intermédio, estão descontentes com o que se está a passar. Seria louco aquele que estivesse otimista. Mas o que se pretende, então fazer, ou o que os agitadores profissionais, (a soldo de quem?) querem fazer, é  virar um povo pacífico para um povo desordeiro. E este “património” comportamental da grande maioria do povo português, que não está resignado com o que se passa e sabe demonstrá-lo nas manifestações ordeiras em que participa, irrita os profissionais das arruaças e enfurece os revolucionários de rua. Este povo português que vive o maior sufoco económico e financeiro de há décadas, não precisa de arrancar pedras da calçada, incendiar ecopontos ou partir montras para dizer ao governo: encontrem lá outro caminho porque por atrás das estatísticas há gente que tem de viver com dignidade, outros já passam indigências várias. Pessoalmente diz-me mais, e toca-me lá no fundo, haver 5 pessoas que percam o emprego do que o governo alcançar a meta de 5% de défice. Tenho pena que a justiça seja tão demorada porque quando o castigo que se aplica a longo prazo já quase sabe a recompensa. Aprendi em pedagogia, no capítulo de prémios e castigos, que os tempos em que uns e outros devem ser aplicados e a demora foram sempre apontados como um malefício para os efeitos. Diz a comunicação social que no meio dos díscolos havia gente estrangeira e até claques de futebol. Já importamos energúmenos!  Sejam eles portugueses ou estrangeiros, o que interessa é que sejam punidos de acordo com as leis que nos regem. Eles, os heróis da “intifada”, bem querem levar Portugal para o nível das exibições dos gregos ou até mesmo dos espanhóis. Mas porque será que não veem que não é na desgraça que nos devemos igualar mas é na ajuda mútua que nos podemos distinguir daqueles que na rua, nada conquistam pela violência? Na verdade o mal parece ser mais aliciante que o bem, mas é contra essa tendência ou inclinação da raça humana que nos achamos civilizados. A civilização não é senão uma guerra entre a animalidade genética e a racionalidade trabalhada em sede de princípios morais. Se o pé puxa aos tamancos, é nosso dever calçar sapatos de polimento. O homem foi o único animal que conseguiu vencer os seus instintos. O desenvolvimento ontogenético que lhe é, pois, natural e próprio, fez do homem um ser em evolução. Não podemos voltar para trás praticando  atos que nos remetam para os primórdios da origem. Uma vez mais os meus sinceros parabéns ao sr. ministro Miguel Macedo e aos agentes da PSP. Há aqui uma evolução muito marcante no comportamento dos agentes de segurança, em situações de risco, que muito nos honra como povo e muito elogio na pessoa dos seus preparadores.




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