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A lei da ação (I)

O homem nasce vocacionado para agir, pois esta é uma das leis intrínsecas da natureza humana. Tudo no seu ser está destinado para a ação. Muitas pessoas sentem-se descontentes, desapontadas e frustradas, porque não desenvolveram este princípio básico do seu ser – existimos para agir e para deixar obra feita. A ação é o elo indispensável entre o pensamento e a obra. O pensamento é a semente da ação. Pensar é fácil, mas pôr corretamente os pensamentos em ação é das coisas mais custosas da vida.

Artur Gonçalves Fernandes
24 Nov 2012

Há muitas pessoas que têm boas intenções e bons pensamentos, mas poucos os põem em ação, quer por indolência, quer por inabilidade ou até por desinteresse. O que uma pessoa sabe conta pouco quando comparado com aquilo que ela faz. A ação engloba todo um processo complexo para fazer coisas, mas o método pode estar certo ou errado. Por exemplo, será erradíssimo querer parar um autocarro utilizando um formigueiro; no entanto, já se conseguirá esse objetivo se usarmos uma bandeira vermelha. O fim em vista pode ser excelente, mas o método péssimo. É importantíssimo seguir o método certo e seguro. Às vezes, temos que seguir métodos seguros, mas também arriscados. “Quem não arrisca não petisca”. Nestes casos, quando, durante o processo, notarmos que algo vai errado, devemos arrepiar caminho e introduzir as alterações devidas, para ainda se poder alcançar os objetivos pretendidos.
O saber e o jeito para fazer tudo de maneira segura aperfeiçoam-se com a experiência devidamente orientada. Foi destas situações que, em certos casos, saíram grandes descobertas que tantos benefícios trouxeram para a humanidade. No entanto, uma grande parte dos homens não aprendeu ou, pelo menos, não desenvolveu os métodos e as técnicas necessárias para uma ação apropriada e efetiva. O método, ou ação planeada, constitui a arte de obter o máximo resultado com o mínimo esforço. Tudo deve ser bem planeado para que as coisas se resolvam melhor, mais rápida e mais facilmente. Deste modo, cria-se um excelente hábito de planear as coisas, desde os grandes projetos até às tarefas mais simples. Assim, as nossas atividades diárias não só atenuarão o nosso desgaste físico e psicológico, como verão facilitada a sua concretização, proporcionando resultados mais elevados, mais eficazes e mais produtivos. O máximo da sabedoria consiste em conhecer o que se deve fazer, enquanto que o máximo da coragem está na força para fazer o que tem de ser feito. A ação implica saber todos os passos a dar. Todos querem ser profissionais e não simples amadores. Mas como se aprende? É planeando adequadamente e executando ainda melhor.
Quando alguém pretende fazer algo importante e tem suficiente força de vontade, deve começar pelos alicerces da obra, executando as tarefas preliminares que lhe irão dar a perfeição técnica e a segurança necessárias para, com a devida concentração no que se está a fazer, chegar a bom termo. À medida que se vai aproximando do fim de cada etapa, a pessoa vai-se sentindo mais forte e mais confiante. Ninguém deve descurar este método de execução das tarefas ou esperar que o acaso o venha bafejar, porque a boa sorte quase sempre anda ao lado de quem planeia devidamente as suas atividades diárias. Uma das coisas mais constantes na vida é o facto de sermos julgados por aquilo que na realidade fizermos. Mesmo numa emergência, cada pessoa, para ser bem sucedida, deve manter a calma, não se descontrolando e agir com clareza e lógica. Na verdade, qualquer pessoa deve cultivar a habilidade e o hábito de não se exaltar, conservando a faculdade de poder entrar rapidamente em ação, tomar a decisão mais acertada e depois agir. Não atuar seria a pior coisa que poderia acontecer.




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