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“Na selva”… contra espécies protegidas

As analogias entre o mundo do futebol e o mundo animal são inúmeras. É impossível falar-se de futebol europeu sem falar dos tubarões (Real, Barça, Manchester United, Chelsea, Bayern, Milan, Inter, Juve…), e falar-se do futebol português sem haver referências a águias, dragões e leões, por exemplo. Talvez por isso mesmo, se deva valorizar um grupo de Gverreiros que nesta última década tem crescido de forma sustentada, desportiva e economicamente, e tem conseguido sobreviver nesta espécie de “fauna” em luta com tubarões europeus e com… a bicharada nacional.

Carlos Mangas
23 Nov 2012

No entanto, para que o crescimento seja credível e sustentado é preciso saber sofrer e aguentar as dores de crescimento. E nesta semana e nas próximas, é isso que se espera do clube e dos seus seguidores, que, afastados do zoo europeu por culpa própria, têm agora de lutar por cá, na selva nacional, com algumas espécies, ao que parece, protegidas.
No diz-se, diz-se do futebol, há quem afirme que na antiguidade a águia era a espécie mais protegida por ser o animal preferido do povo, o qual interessava manter entretido e feliz, por forma a não questionar o poder instituído. Com a década de setenta como pano de fundo e após a revolução de Abril, surge no horizonte desportivo um dragão que deita labaredas e queima tudo por onde passa. Revoluciona a selva, transformando-a num pomar onde, diz-se também, distribuía “fruta comestível” que contribuía para melhorar, de acordo com as conveniências, os órgãos de visão das arbitrais equipas. Duas a três décadas depois, mas por pouco tempo, uma pantera, ao que se diz, com ajuda de “café” e alguns poderes ocultos, também teve direito a reinar na selva futebolística, sendo apenas e por sistema, o (virtual) rei leão afastado dos centros de poder não conseguindo nunca assumir um reinado digno de sua majestade. Na atualidade, com a pantera moribunda e em retiro, continuam a proliferar pela selva, dragões, águias, leões, castores, galos, golfinhos, pardalitos do choupal e demais bicharada.
Enquanto eram apenas animais que se guerreavam pelo poder e distribuíam as presas e troféus entre si, tudo decorria com aparente normalidade, mas desde que os Gverreiros nos últimos anos e de forma sistemática ocupam o espaço pertencente ao rei da selva (que segue nu no cortejo, sem saber) foi decretada a defesa da leonina espécie. A exemplo do continente africano, também aqui parece importante defender e preservar espécies…em vias de extinção. Talvez por isso, recentemente o CA (Comité Ambiental) devidamente alertado para o perigo de ver extinta a alcateia leonina, nomeou para o confronto entre Gverreiros e leões famintos (pois já não se alimentavam convenientemente há uns tempos), um tratador consagrado sobre o qual nenhuma suspeita seria possível de levantar, devido ao seu recente passado glorioso na fauna europeia. Iniciado o confronto, logo o tratador cuidou de alertar três gverreiros (através de semáforo amarelo), que não os deixaria continuar a circular na selva, caso não mantivessem uma distância mínima de segurança (tipo aviso das autoestradas) de qualquer leão em trânsito. Não satisfeito, perto do fim da contenda, quando o capitão dos Gverreiros sem esforço aparente, e à cabeçada, deu a estocada final que deixaria o leão (ainda mais) moribundo, decretou que à cabeçada não vale, pois o leão como rei que é merece ser tratado com mais respeito.
Ao referido senhor, ao que parece, frequentador de centros comerciais, apenas nos cumpre dizer que respeito, implica tratar todos por igual independentemente da raça, credo, religião ou… linhagem ancestral.




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