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Contra os “dragões” marchar, marchar!

Foi ingloriamente que o Sp. Braga saiu das competições europeias. A derrota (justíssima) de anteontem na Roménia, contra o Cluj, associada à inesperada e tangencial vitória do Galatasaray sobre o Manchester United, ditaram o afastamento dos “Guerreiros do Minho” quer da Liga dos Campeões, quer da Liga Europa. Dirão alguns, e com certa razão, que na presente temporada o Sp. Braga não foi feliz na “Champions”. De facto, a imerecida derrota contra o Cluj no Axa e as injustas “reviravoltas” de que foi alvo nos dois encontros com o Manchester United apontam para um certo “azar” dos bracarenses.

Pedro Álvares de Arruda
22 Nov 2012

Mas, sem menosprezar essa “falta de sorte”, há que ser realista e aceitar que a equipa liderada por Peseiro saiu das competições europeias também devido a uma boa dose de culpa própria. É que uma equipa com a experiência competitiva do Sp. Braga e com a valia dos futebolistas que integra não pode estar a vencer por 2-0 (como em Inglaterra) e acabar a perder por 3-2; não pode estar a vencer por 1-0 uma equipa como o Manchester United (no Axa) e em dez minutos sair esmagada por 1-3; não pode receber um “adversário direto” como o Cluj e descurar o seu potencial contra-atacante, perdendo por 0-2 em “casa”; e, sobretudo, num jogo de “mata-mata” como foi o de anteontem na Roménia, não pode facilitar no seu sistema defensivo a ponto de sofrer três golos de forma tão “ingénua” – já para não falarmos das “impossíveis” defesas de Beto e do “apoio” que nos deram os postes…
O Sp. Braga teve, por conseguinte, pouca sorte nesta sua presença no futebol da alta-roda europeia; mas também teve muitas “culpas no cartório” ao ser afastado das duas competições da UEFA praticamente de mãos a abanar, já que se deixou ultrapassar por duas equipas de valia consideravelmente inferior à sua (Galatazaray e Cluj).
O que “faltou” ao conjunto minhoto nesta presença da Liga dos Campeões? Sem demagogias baratas, que poderiam ser entendidas como uma leviana “crucificação” do treinador, julgo que faltou muita coisa. Faltou um “sistema defensivo” sólido, veloz e coeso (que muito caracterizava o “onze” de épocas transatas); faltou “frescura” para aguentar, até aos descontos, jogos de elevado desgaste físico e anímico; faltou concentração nas transições ofensivas e, sobretudo, concentração reforçada nos contra-ataques adversários; faltou serenidade quando esta era absolutamente necessária; faltou “banco” suficientemente categorizado para provocar reviravoltas no resultado; e também faltou “lucidez” quando foi preciso realizar algumas substituições, particularmente no que concerne à sua “oportunidade”… E faltou, claro, sorte – alguma sorte!
Mas… que fazer agora, quando as competições europeias desta época já pertencem ao “passado”? Há que corrigir rapidamente o que se fez mal feito – e enfrentar os “novos desafios” internos que aí vêm. A próxima semana vai ser crucial para as aspirações desportivas dos “Guerreiros”. Uma derrota nos dois encontros com o FC Porto (para a Liga e para a Taça de Portugal) significará o “fim da época” para os bracarenses. Há, pois, que “levantar a cabeça” e enfrentar as duas partidas com os “dragões” como se fossem os últimos jogos das nossas vidas!




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