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A etiqueta da nossa vida social

A condição da vida social de uma pessoa é determinada pelas posições adquiridas no trabalho, no nível de rendimentos económicos e de acordo com sua habilitação académica, qualificação técnica e cultural, bem como pela comunidade onde se integra, nomeadamente as zonas periféricas da economia estabilizada. Os seres humanos no quotidiano da sua vivência são pessoas contextualizadas. Todos, desde que nascemos, estamos submissos a um sistema irreversível, como os peixes estão na água, como os animais nas terras, no campo, na floresta. Ninguém consegue viver isoladamente sem uma proximidade de algo mesmo que interiormente divirja da regra, da norma, do dever ou do princípio. A vida é assim mesmo, desde que nascemos!

Albino Gonçalves
22 Nov 2012

Atualmente, as enormes disparidades no cenário social na Europa têm contribuído para as grandes diferenças no setor da saúde, da justiça, do emprego, na redistribuição da riqueza, na transparência da equidade e transparência de oportunidades, no rigor, na ética e entre muitas outras exigências de civilidade, o do respeito pela dignidade e qualidade da vida humana.
As doutrinas sociológicas ou filosóficas dos padrões relativos à vida humana são como círculos de espelhos nos quais nos refletimos, nos miramos, vemos e somos vistos. Digamos que são contextos de pessoas que nos cercam, os ambientes que habitamos, os lugares que frequentamos, as emoções que sentimos, as lembranças que temos, os cheiros que reconhecemos, as imagens que vemos, os sonhos que tivemos, enfim todo o património material e não material que nos embala, que nos envolve, que nos acalenta e desenvolve. São olhares, sorrisos, mornos e tristes, alegrias, explosões, música e canções. São lágrimas que correm e secam, que afastam e aproximam, aprovam e reprovam, afagam e agridem. O nosso modo de estar no tempo e no espaço morre ou começa a morrer, fica descontextua-lizado. É um elenco de imagens, sensações, lembranças, prazeres e emoções. As pessoas mantêm a interatividade, uma conetividade, um modelo presencial permanente e evolutivo, regressivo e especulativo. Sentimos esses efeitos nas nossas roupas como elementos mais imediatos nos nossos sentimentos nas relações da convivência, as nossas casas, a nossa rua, o nosso condomínio, a nossa cidade, o nosso trabalho.
A União Europeia desenvolve nos dias de hoje muitas iniciativas para minorar os efeitos da exclusão e aumento e alto risco da pobreza, destacando pela sua importância programas com os seguintes objetivos: criação de mais e melhores empregos, qualidade certificada na saúde e segurança no local de trabalho, garantia de acesso e regalias sociais por parte dos trabalhadores que se deslocam de um país para outro, promoção da investigação e financiamento destinados a desenvolver a economia nas regiões mais pobres da zona euro, garantir a satisfação dos menos favorecidos, nomeadamente a saúde pública nos países e regiões que têm a maior taxa ou incidências de doenças e criar a implementação de um sistema de informação a nível dos Estados membros que permita aprofundar os conhecimentos sobre as desigualdades sociais no interior do seu espaço de atuação. São iniciativas que abarcam fórmulas determinantes macro socioeconómicas visando a essência do conceito e redução das desigualdades sociais, prevenir e combater a vulnerabilidade da perda da qualidade de vida dos cidadãos europeus atingidos pela crise das economias instaladas na maioria dos países da UE.




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