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Sinais no tempo…

Provavelmente tivemos um Estado Social num tempo muito reduzido e nunca imaginamos as consequências de um futuro sinistro, porém os sinais existiam e apenas não foram devidamente analisados. Não resisto a  citar parte de um texto do Livro “Quem paga o Estado Social em Portugal”, a economia mundial continua à beira do abismo e do perigo de uma depressão. A  perspetiva de uma estagnação económica internacional, até uma década, se se concretizar, significará uma etapa de decadência histórica do capitalismo. As consequências sociais e políticas são imprevisíveis.

J. Carlos Queiroz
20 Nov 2012

O  empobrecimento, portanto, o crescimento da desigualdade social poderá dar origem a conflitos sociais somente comparáveis com os dos anos 70, talvez mesmo com os dos anos 30.
A Europa é hoje o elo mais frágil do sistema, em especial pelo grau de exposição ao risco do seu sistema financeiro, repleto de títulos tóxicos, viciado em dinheiro barato libertado pelos seus bancos centrais. São estes sinais preocupantes que nos acompanham presentemente e a que os nossos governantes respondem com medidas de austeridade, incapazes ao menos por agora, de mudarem o rumo dos acontecimentos.
Mas será que esta Europa que assistiu serenamente à desindustrialização e à evolução negativa dos mercados, não consegue agora encontrar uma saída para a crise e não vai reagir aos problemas dos seus países do sul, dando mostras da solidariedade existente na União Europeia?
Temos de ter alguma esperança, mas sem esquecer que uma retoma económica exige sempre trabalho, sacrifícios e vontade de vencer.
O despesismo do passado deu lugar à austeridade do presente, mas inevitavelmente o futuro terá de ser de esperança e serenidade perante uma conjuntura internacional até agora desfavorável, mas que vai certamente alterar-se num curto espaço de tempo. Teremos de estar preparados para mudanças  e  ao mesmo tempo para novos desafios, também eles resultantes de novas realidades.
A globalização exige competição e escolhas, porventura uma forma diferente de vida, mas sempre só possível com trabalho e solidariedade. Estes sinais no tempo, são por certo uma nova realidade que chega até nós através deste espaço agora alargado e sem fronteiras. São sinais que temos de procurar entender, num mundo global onde o facilitismo e a negligência certamente nunca terão sucesso. São estes sinais preocupantes que exigem solidariedade entre forças políticas, sendo certo só assim haverá um caminhar com sinais de esperança.




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