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Pela moral e bons costumes

Sinto-me cada vez mais encantado com o futebol português. Este orgulho imenso que é viver neste país maravilhoso, onde não há corrupção, onde a crise foi debelada por uma exímia governação, onde a felicidade e o bem-estar triunfaram, o futebol é uma espécie de cereja em cima do bolo. Aqui, em Portugal, tudo é perfeito, tudo é lindo e até a senhora Merkel nos inveja, como se vê pelos elogios que nos tem feito. Podemos dizer mesmo que somos a inveja da Europa. O futebol segue os mesmos caminhos, especialmente no que toca à arbitragem. O nosso melhor árbitro, por exemplo, tem sido um modelo a seguir pela forma brilhante como tem gerido a sua carreira, fazendo amigos por todos os lados onde passa.

Manuel Cardoso
15 Nov 2012

No entanto, a perfeição absoluta é uma quimera. Há sempre a exceção que confirma a regra: para que este paraíso fosse ainda mais perfeito só faltava que algumas vozes irritantes se calassem, como por exemplo a dessa tribo que agora se denomina de “braguistas”. Mal-agradecidos, violentos e mentirosos – há até quem diga que não escovam os dentes nem se lavam – vêm agora dizer que foram prejudicados pelas arbitragens. Todos sabemos como isso é mentira. Basta ver como no passado fim de semana o melhor árbitro do mundo ajudou descaradamente o SC de Braga. Todos vimos como o clube da nossa cidade foi generosamente beneficiado. Mesmo assim, houve quem protestasse! Inacreditável. A memória é curta e parece que todos em Braga esqueceram como o árbitro não expulsou o jogador que fez aquela falta violentíssima que anulou o golo do Alan. Nem sequer um amarelo. Tanta generosidade esquecida! Tanta bondade desprezada!
Acho que nós, os adeptos do verdadeiro futebol, devíamos manifestar a nossa revolta perante esta falta de reverência para com quem realmente luta pela justiça e pela isenção no futebol português.
O capitão do SC de Braga, Alan, disse que não devíamos queixar-nos das arbitragens como fazem os outros. Devo dizer que discordo em absoluto. Aliás, essa afirmação nem faz sentido nenhum. Se excluirmos essas vozes indisciplinadas dos bracarenses, ninguém se tem queixado das arbitragens que, como disse acima, são tão generosas, puras e competentes! Todos sabemos como os dirigentes dos adversários do Braga são pessoas impolutas, generosas e verdadeiros paladinos da verdade desportiva. Talvez por modéstia escondam até uma verdadeira e sincera veneração pelos árbitros portugueses, nomeadamente pelo melhor árbitro do mundo. E vêm agora esses bracarenses desestabilizar esta santa paz, este maravilhoso mundo da felicidade chamado Portugal, onde se despreza aqueles que verdadeiramente trabalham pelo bem da nação!
Portanto, acho que todos os cidadãos bem-nascidos, os nobres e honrados, os que veneram a autoridade e a Pátria, devem unir-se num grito de guerra e mandem calar esses subversivos braguistas que se julgam já no direito de tratamento igual. Para que a ordem se mantenha, para que a tradição e os bons costumes triunfem, temos de calar esses desordeiros, até porque foram pessoas como eles que destruíram o Império.




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