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É necessário «um homem»!

Ponto de situação:Dizer que Portugal está em crise é uma das evidências, quase banalidades, que se ouve a toda a hora e instante. Dizer que a crise económico-financeira sufoca esta Nação também não é novidade para ninguém.
Contudo, a mais grave crise que Portugal enfrenta e que arrasta todas as outras – e que poucos a observam e menos ainda aqueles que a analisam – tem a ver com a crise moral e de valores. Vivemos numa crise de falta de elites competentes e em quem se possa confiar. Vivemos uma crise de lideranças capazes de servirem de exemplo. Vivemos numa crise moral e de valores que ameaça tudo subverter!

José Carvalho
12 Nov 2012

Solução: mudar de rumo
Dito isto, e à semelhança do que se passou noutros momentos da nossa secular História Pátria, está na hora de mudar de rumo!
Assim, precisamos de «um Homem» com valor que, através do seu exemplo e da sua determinação, contribua para pôr cobro a esta crise de valores e inverta o rumo.

Um Homem capaz
É no tempo de grandes dificuldades que se vêem os Homens com coragem e audácia para alterar os acontecimentos.
Ao longo da secular História nacional foi sempre assim. Olhemos para vários dos nossos mais ilustres antepassados. O exemplo de Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, São Nuno de Santa Maria, cuja solenidade litúrgica se assinalou no dia 6 de Novembro, e o Mestre de Avis que, contra tudo e contra todos, venceram e conseguiram colocar este País no caminho da Glória!

Espírito de sacrifício
Muitos pedidos e exigências têm sido formulados a todos e a cada um de nós. A «esse Homem», maior a exigência e espírito de sacrifício que lhe são e serão pedidos.

Assumir da responsabilidade
Neste momento, e muito sinceramente, o pedido que eu faço, e em nome de muitos portugueses, é este: que «um Homem» assuma a responsabilidade de Filho desta Terra de Santa Maria. Não por mim e pela minha Família. Mas é Portugal que o pede e exige!
É comum dizer-se que todo o Homem tem a sua hora! A «deste Homem» é esta!

Portugal anseia por uma alternativa
Contacto com muitas pessoas por dia, não só porque sou professor, mas também porque ando a pé nas ruas e de transportes públicos, e fico impressionado com o contraste existente entre a opinião das pessoas que falam comigo e aquela que todos os dias é «tagarelada» por comentadores do regime que, sendo vários, dizem (quase) todos o mesmo.
Assim, permita-me, por favor, que lhe diga: muitos Portugueses conseguem manter uma opinião independente e desassombrada sobre a situação nacional e anseiam por uma alternativa que os represente e mobilize.
Eu costumo dizer que quem sabe, faz. Quem não sabe, fala.
E o melhor que pode fazer quem nada sabe fazer é falar e falar muito: enquanto fala não faz nem trabalha.
Num País de retóricos, como o nosso nos dias de hoje, é indispensável «um Homem» que actue e que não se limite a falar enquanto o povo trabalha.
O bem-estar colectivo só ficará devidamente assegurado, tenho a certeza disso, se tivermos «um Homem» de confiança a governar a Nação e que ponha acima dos seus cálculos eleitoralistas o interesse nacional e o futuro de Portugal.

Um homem de convicções
Uma pessoa sem convicções pode ser tudo, tudo menos um Homem em quem se pode confiar! Assim, precisamos de um «Homem» que tenha convicções.

A luta é difícil
Sabemos que a luta que temos pela frente não será fácil, mas acreditemos que a vitória estará do nosso lado. E se no início não existir a força do número, existirá, pelo menos, a força da razão e da consciência do dever cumprido em prol da Pátria! E isso basta!
Como costumo dizer aos meus alunos: nós fazemos os possíveis, Deus fará os impossíveis.
Assim, Portugal precisa de «um homem», «um homem» de valor e que esteja à altura das dificuldades que o país enfrenta.
Onde está «esse homem»?
É a pergunta que todos colocam…
Vale a pena pensar nisto!

N. B. – Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo as normas do novo acordo ortográfico.




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