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Pois bem… mostrem ao povo!

Intensificar a carga psíquica e aumentar o índice do receio pelo anúncio dos tempos austeros que se avizinham, é coisa que os portugueses dispensam bem. Compreende-se. Os mais céticos à justificação de um país desde o ano de 2000, com celeridade progressiva para a insolvência, reclamam que os atores políticos e da governação devem ser chamados à responsabilidade.

Albino Gonçalves
9 Nov 2012

Não podemos passar a vida ao faz de conta, surdos e cegos à negligência grosseira do modo como as finanças de Portugal foram conduzidas a este estado de grave, com todas as consequências que estão a ser infligidas a um povo sem qualquer relação culposa.
Se a nossa cidadania é quebrada por atos que violam a lei dos nossos deveres, era bom que o exemplo da Islândia fosse transferido para a barra da justiça, chamando todos os intervenientes a responderem porque é que o país está na bancarrota.
E o disfarce disto, mais um para a soma de outros, é que o ministro da Educação vai pedir à “padroeira da Europa”, senhora Merkel, que nos autorize a plagiar o sistema educativo alemão para rentabilizar melhor as poupanças ou o custo que o modelo da educação custa aos cofres do erário público desta nação.
Importa realçar que Portugal está em maus lençóis. Não observamos consistentemente a diminuição das gorduras do Estado. Há focos passíveis de análise constitucional, nomeadamente no âmbito da equidade. Um dos exemplos, é o descongelamento das carreiras e o aumento salarial nos setores policiais e das forças armadas em detrimento das restantes da Administração Pública, bloqueadas já lá vão, pelo menos, 8 anos.
O país está em recessão técnica e de desenvolvimento quase nulo, excetuando algum esforço compensatório no setor das exportações. Atualmente, a emigração é a chave do diálogo entre os jovens sem promissão no mercado de trabalho. Estamos a perder verdadeiro património intelectual e qualitativo e motor de arranque para uma nova geração inovadora e fresca ao crescimento saudável em todas as direções de Portugal.
Há políticos que se mantêm sempre iguais, obsoletos, já inoperacionais, sem nada de novo para dizer ou oferecer, agarrados ao dinheirinho e mordomias suportadas pelos contribuintes. Para acabar com este vício de não fazer nada, um deputado só devia usufruir o direito de dois mandatos. Findos os mesmos, deveriam regressar ao mercado de trabalho, sem qualquer regalia institucional.
É tempo da revisão da Constituição Portuguesa, devemos adaptá-la aos dias de hoje. Haja justiça transparente. Que se acabe com a ideia de que há portugueses no poder central acima da lei e impunes ao crime. É preciso mostrar ao povo que a governação também tem um espaço adequado para responder pela infração dos seus atos, gestão danosa, corrupção, tráfico de influências ou favorecimentos, incompetência, etc.
É precisamente neste contexto, que ansiamos e reclamamos o dia dessa aparição.




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