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Regeneração urbana de Braga

Regenerar é tornar a gerar, é dar vida nova, é reproduzir o que estava destruído.A regeneração urbana de Braga apoia-se em dois grandes eixos – o Centro Histórico da cidade e o rio Este e sua envolvente. O Município de Braga apresentou 22 projetos a candidaturas de financiamento comunitário – QREN (quadro de referência estratégico nacional), válido para o período 2007/2013, que foram aprovados.

Sampaio Castro
8 Nov 2012

Para o primeiro eixo as obras são as seguintes:
– Prolongamento do túnel da av. da Liberdade;
– Requalificações do largo Carlos Amarante e das ruas do Raio,
S. Lázaro e Gonçalo Sampaio; largo Senhora-à-Branca; praça do Município e rua Santo António; campo das Hortas e rua Andrade Corvo; rua de S.Vicente, largo dos Penedos e av. General Norton de Matos; rua dos Chãos e av. Central;
– Adaptação da antiga estação rodoviária a atelier artístico;
– Aquisição de equipamentos para a projeção de cinema no Teatro Circo;
– Projetos Musa e BragaCult;
– Gestão, animação e comunicação da parceria.
O segundo eixo abrange as obras:
– Requalificação do rio Este;
– Regeneração e revitalização do parque da Ponte;
– Parque do monte Picoto;
– Escola de música do mercado do Carandá;
– Projeto de sensibilização e educação ambiental;
– Projeto de intervenção cultural BragaCult;
– Ações de dinamização cultural do corredor verde;
– Realização de eventos de animação, gestão e comunicação da parceria.
A este conjunto de obras corresponde um investimento municipal de 16,5 milhões de euros, números redondos, a que o QREN, através do Programa Operacional Regional do Norte, comparticipou com 13,2 milhões de euros.  De referir  que a existência de parcerias neste esquema, nomeadamente da BragaHabit, Teatro Circo e Companhia de Teatro de Braga, Quercus e Equipa Espiral, foram imposições do referido Programa Operacional. Nada, pois, tem a ver com as propaladas PPP.
Ao longo da minha carreira profissional, já vasta (fui coordenador regional de investimentos municipais para todo o Minho durante o II Quadro Comunitário de Apoio, de 1994 a 1999/2000), sei muito bem o esforço que de certeza o Município de Braga fez para conseguir as verbas comunitárias atrás mencionadas, uma vez que as mesmas têm que ser bem defendidas e dialogadas, sujeitas a pareceres vinculativos dos setores governamentais intervenientes e tutelares, no seio de «unidades de gestão», em que os mais bem apetrechados, sagazes e com leque de iniciativas tiram mais proveito.

A primeira «tranche» de empreendimentos preocupa-se, na sua essência, em  reforçar a  mobilidade  pedonal, oferecendo  mais espaços desimpedidos e atrativos, ficando a haver mais sintonia urbanística, beneficiando, de certeza, o comércio tradicional, contribuir para a valorização do património e divulgação cultural, agradar visualmente, de forma estética e funcional, e potenciar todo o núcleo central, dignificando-o, com vista a proporcionar investimentos alargados de índole económica, adequados à consciência urbana.
Os trabalhos de exterior versam, fundamentalmente, intervenções de renovação das infraestruturas de subsolo, de superfície (repavimentações e arranjos), de nova iluminação pública e de instalação de refletores de piso, alimentados por energia solar.

A  segunda   «tranche»  de obras
está   virada   para  o  rio  Este e sua envolvente. Para lá da recuperação do mercado do Carandá a escola de música (restituição de património) é de realçar toda a revitalização sul da cidade, com a requalificação do rio Este e suas margens revestidas, conjugado com o binómio regeneração do parque S. João da Ponte (prémio nacional de reabilitação e qualificação de espaço público)/construção do parque do monte Picoto. Com a mancha arborizada de todo este conjunto e zonas ribeirinhas, Braga passará a dispor de um espaço verde público relevante em ambiente ecológico por excelência, saudável e propício a atividades lúdicas.

E em termos futuros o Município de Braga já possui programas estratégicos de reabilitação urbana para o Centro Histórico – edificações e para Braga Sul – zona dos «Galos», aprovados, a desenvolver ao longo dos próximos 10 anos, podendo, obviamente, estes instrumentos de política de intervenção, revitalização e urbanidade receberem acertos, nomeadamente, melhores identificações de custos e fontes de financiamento.

Braga continua, pois, na senda do progresso, de forma sustentada, a fazer jus ao seu lugar na hierarquia nacional – terceiro Município mais importante de Portugal.




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