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Triste destino…

A classe política nacional conseguiu colocar o país nas malhas da recessão, da dependência e da pobreza. Neste momento, a fasquia da dívida bate os 200 mil milhões de euros e por certo não ficará por aqui! Montante verdadeiramente astronómico e impagável para as nossas magras possibilidades! A dívida ainda tem o condão de arrastar atrás de si juros que são e serão completamente insuportáveis para a qualidade da nossa economia.

Armindo Oliveira
4 Nov 2012

Estamos, por isso, perdidos neste labirinto de défices, de corrupção, de incompetências e de irresponsabilidades. Estamos a ser chupados metodicamente por Fundações, Institutos Públicos, Empresas Municipais, Empresas Públicas e por acordos leoninos das PPP. Estamos à mercê dos caprichos dos credores que comandam, a seu belo prazer, os destinos deste povo que se deixou apanhar nas tretas da mentira, da ilusão e das promessas. Fomos cúmplices das artimanhas desta classe política que nos conduziu simplesmente à miséria. Demos-lhes o nosso voto e depositámos neles as nossas esperanças. Acreditámos ingénua ou estupidamente na construção de um país com a chancela de Estado Social e de Serviço Público sem custos para os utilizadores. Mentiras em cima de mentiras, ilusões atrás de ilusões!
É revoltante pensar que cada português tem, para já, nas suas contas 20 mil euros de calote para pagar, o que subjuga as gerações vindouras a uma pena de dívida perpétua. Injustiça, injúrias e revolta serão os sentimentos que se consolidarão nas suas mentes, pela estupidez e pela facilidade com que as gerações anteriores desbarataram todos os recursos que tinham nas suas mãos. Perante o gigantismo da dívida, não temos hipóteses de sair deste estratagema se não houver perdões ou investimentos em grande escala.
Caímos no erro de pedir o resgate três vezes em trinta e pouco anos, o que é sinal de impreparação, de imaturidade e de tremenda irresponsabilidade destes dirigentes partidários que fizeram e fazem da governação uma simples brincadeira de boys mimados e que não se aperceberam sequer das consequências dramáticas que iriam provocar nas famílias, nas empresas e no país.
Como foi possível chegarmos ao ponto da insolvência e da bancarrota?! O que andaram a fazer os nossos catedráticos ministros das Finanças? O que andaram a fazer os sapientes governadores do Banco de Portugal? O que andaram a fazer os nossos estimados deputados? Como reagimos nós, cidadãos, diante do naufrágio que se adivinhava? Ninguém diz nada? Ninguém se responsabiliza por nada?
Com a medonha procela que paira sobre país e com todos os estragos à mostra, aparecem certas altas individualidades do sistema político nacional, tipo Jorge Sampaio, Mário Soares, António Vitorino, António Capucho, Rui Machete, Jardim e outros a proferir comentários perfeitamente irresponsáveis, pensando que somos um bando de tontos sem memória. Ousam ainda criticar asperamente a conduta do atual Governo por apresentar um Orçamento, duro e cru, que vai ao encontro da credibilização e do exigido pela Troika, quando eles próprios fizeram o trabalho de coveiro do estado miserável a que chegamos! Foram também eles os construtores do Estado Social ilusório que vigorou e se expandiu na legislatura do celebérrimo José Sócrates.
Para manter este artificialismo social e para adornar a vaidade e a arrogância dos governantes socialistas, o país endividou-se a tal ponto que agora nos debatemos com uma situação dramática e de miséria que se instalou na sociedade portuguesa. É claro que o resultado desta política fantasiosa de irresponsabilidade e de demagogia só poderia desaguar neste estado deplorável das finanças públicas, numa economia em recessão e numa nítida quebra no poder de compra.
Triste sorte deste povo que consegue ainda aguentar estes políticos anacrónicos e enquistados que nos levaram às mãos do FMI e que agora, com todo o desplante, ainda esgrimem soluções mágicas para tudo e para nada.




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