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O “Portugal Fashion” dos politiqueiros

Tem-se constituído uma autêntico “Portugal Fashion” a “roupagem política” que cada um procura vestir para desfilar nas “passerelles” dos vários canais televisivos, de forma ousada e, direi mesmo, desenvergonhada, no pressuposto de que, agora, já se consideram os verdadeiros magos das soluções para o país. E vamos apreciando a mestria com que esgrimem argumentos, apropriados para se diferençarem dos do governo e apontando as mais variadas estratégias para darem solução para tudo aquilo que, durante as suas atuações, não foram suficientemente bons estrategas para o conseguirem.

Narciso Mendes
4 Nov 2012

Vão desfilando algumas figuras e “figurinos” que se fartaram de romper as solas dos seus “pradas” nos corredores do poder a maltratar, durante anos, os recursos do país, numa ostentação sumptuosa,  de uma riqueza emprestada, que um dia teríamos de pagar. E, desde ex-presidentes da república a ex-ministros, dos vários governos, lá vão rebuscando, no baú do seu intelecto, as dicas mais sonantes para dizerem como nos salvarmos desta “espada” de austeridade que vai assentando no âmago da dignidade de um povo que já neles  não acredita.
Algumas dessas “vedetas”, que foram parte  ativa no desmoronamento das contas públicas e contribuintes para uma crise que se anunciava, vão-se sentando  nas cadeiras do Conselho de Estado, que mais se assemelha a uma boutique de velhas raposas, sem dar cavaco, de onde não se vislumbra qualquer espécie de “vestimenta” económica capaz de cobrir a nossa nudez financeira Os mesmos que,  por  falta de coragem, não conseguem dizer aos portugueses só ser possível recuperar  o país,  em todas as suas vertentes, com homens que só aparecem secularmente, isto é, com verdadeiros estadistas. Enquanto não aparecem, o consenso  vai-se generalizando á volta do urgente investimento, decisivo para alavancar o crescimento económico, a fim de gerar o almejado emprego e criar mais”ateliers” de riqueza, estando por demais demonstrado que só com o equilíbrio das contas públicas, isto é, com a redução da despesa, que vai para além do P.I.B., se conseguirá fazê-lo, restando saber como.
Foi  graças a alguns desses “desfilantes”, que os Municípios se transformaram nos maiores centros de emprego e sorvedouros de dinheiro público, em que cada colador de cartazes da campanha do partido virou  um  vereador ou funcionário, retirados ás linhas de produção do país. Sim, não nos venham dizer que a culpa foi só daquele autêntico “manequim” das coleções “versace.” e “Valentino” que anda por Paris a gastar cerca de duas dezenas de milhares de euros mensais que arrecadou enquanto governante.  Mas foram também eles que, como “costureiros” financeiros do reino, tiraram mal as medidas ao nosso tecido económico, deixando um pequeno retalho que apenas deu para o Governo confecionar um orçamento sem mangas e espartilhado de impostos.
Obviamente, que o eliminar das gorduras do estado tem implícito mais desemprego, com o consequente agravamento da coesão social. Depois há os sobrinhos, amigos e apaniguados desses  “altos costureiros” da política a exercer pressão para que lhes sejam mantidos os privilegiados “mensalões”,  permanecendo o impasse com tal dilema. Também vão passando neste Portugal democrático alguns “tenentes” do “estilismo” partidário, verdadeiros embaixadores da moda de passar mentira como verdadeiros modelos e seguidores da “coleção” Sócrates que deixou o país ao rubro com a linha “banca rota”.
Só nos resta esperar por um qualquer programa “toca a mexer” no despesismo, para que este pequeno país de gordo e sem vitaminas, passe a surgir mais magro, nos gastos.  mas com a elegância das contas equilibradas e uma “fatiota” com padrões aceitáveis de vida. Para isso necessitará de melhores “criadores” na  política e génios da governação. Os tais que ciclicamente aparecem.




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