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História do Catecismo da Igreja Católica

O Catecismo da Igreja Católica é uma exposição da fé católica e da doutrina da Igreja Católica fiel e iluminado pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Trata-se de um texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica, com o qual se pode conhecer o que a Igreja professa e celebra, vive e reza em seu dia a dia. Foi organizado de maneira a expor em linguagem contemporânea os elementos fundamentais e essenciais da fé cristã. Neste livro encontram-se orientações para o católico comprometido com sua fé. É também oferecido a todo homem que deseja perguntar à Igreja e conhecer o que a Igreja crê.

Maria Fernanda Barroca
3 Nov 2012

O primeiro Catecismo oficial da Igreja foi aprovado pelo Papa São Pio V, após o Concílio de Trento que decorreu de 1545 a 1563. Foi o início da grande Reforma na Igreja, após a Reforma protestante. Podemos dizer que este primeiro Catecismo Romano guiou a catequese da Igreja durante cerca de 429 anos.

Em 1985, o Papa João Paulo II convocou um Sínodo de Bispos de todo o mundo especialmente para avaliar os 20 anos do Concílio Vaticano II (1963-1965). Por essa altura, surgiu no coração dos Padres sinodais o desejo de um Catecismo ou compêndio que abordasse a doutrina católica de forma geral, servindo de referência para os catecismos ou compêndios a serem preparados em diversos lugares do mundo.
Após o Sínodo, o Papa João Paulo II assumiu este desejo e deu início ao trabalho de formulação do CIC. Ao cardeal Joseph
Ratzinger, em 1986, foi confiada a responsabilidade de presidir a uma comissão composta por doze cardeais e bispos para preparar um projeto para o catecismo.

 Esta equipe contou com o apoio de uma comissão de redação, formada por sete bispos diocesanos peritos em teologia e catequese. A comissão deu diretrizes ao desenvolvimento do trabalho. Por outro lado, a comissão de redação escreveu o texto e inseriu nele as modificações pedidas pela comissão e examinou as observações de numerosos teólogos, exegetas e catequistas e bispos do mundo inteiro, a fim de melhorar o texto, entregando-o no dia 11 de outubro de 1992.

Ao fim de seis anos, o Papa João Paulo II, ofereceu aos
fiéis de todo o mundo o Catecismo da Igreja Católica, apresentando-o como «texto de referência» para uma catequese renovada nas fontes vivas da fé.

 A trinta anos da abertura do Concílio Vaticano II, completava-se assim o desejo expresso, em 1985, pela Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, para que fosse composto um catecismo de toda a doutrina católica quer no tocante à fé quer no que se refere à moral.

Muito nos deixou João Paulo II, mas ouso afirmar que no topo está o Catecismo da Igreja Católica, o melhor dom que pôde fazer aos seus Bispos e ao Povo de Deus. Trata-se de um valioso instrumento para a Nova Evangelização onde se compendia toda a doutrina que a Igreja deve ensinar.
“Um Catecismo deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e das Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Deve ter em conta as explicações que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja. É também necessário que ajude a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que ainda não tinham surgido no passado”.
 O Catecismo é dividido em quatro partes: 1.ª – O Credo, que são os dogmas básicos da nossa fé; 2. ª – a Sagrada Liturgia e os Sacramentos; 3.ª – o agir cristão (moral católica) e os Dez Mandamentos; e 4.ª – a oração cristã, centrada no Pai Nosso.
Que se desiludam os que pensavam que o novo Catecismo ia trazer uma nova moral. Não trouxe nem podia trazer, porque  Igreja apoia-se na Moral Natural, que é inerente a todo o Homem, mas sublima-a.
Em 11 de outubro deste ano de 2012, a 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e a 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI inicia um «Ano da Fé».
Só temos um caminho: fazer do Catecismo da Igreja Católica o nosso «vade mecum».




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