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Não corram sozinhos

Na passada quarta-feira, o convite para realizar uma comunicação num colóquio sobre o “Desporto em Braga”, pelo âmbito, ao ser uma intervenção com a juventude sobre a minha cidade e versando a minha atividade profissional, fez-me participar com o entusiasmo de poder contribuir para uma cidade mais ativa e promover algumas discussões que favoreçam a nossa sociedade civil.

Carlos Dias
2 Nov 2012

Para se poder atuar localmente, temos que entender o fenómeno no âmbito mais global e, em muitas áreas, o panorama nacional é deficitário. Essencialmente ao nível da cultura desportiva e na aplicação de programas coerentes de apoio à atividade física e ao desporto. É impossível desenvolver trabalhos desportivos estruturados, sem que as entidades promotoras (clubes), os alvos da ação (sociedade), as entidades técnicas (técnicos, universidades e associações) e as entidades decisórias (autarquias) não encontrem os caminhos corretos de ação, para correr lado a lado. Nesta corrida a ação individual não conta e é uma pura perda de energia.
Nestes tempos difíceis, o nosso País, tal como numa equipa, precisa: liderança, entrega e honestidade; Objetivos comuns; Estratégia e organização; Um polo mobilizador de tudo e todos; Trabalhar para a excelência; Disciplina e regras assumidas e acima de tudo produzir resultados. O contexto é difícil, mas a oportunidade de o contornar deve ser encontrado com a sociedade civil e todas as forças politicas.
A identificação e compreensão do fenómeno desporto e prática de atividade física da população devem ser entendidos e tratados de forma distinta, de acordo com as suas reais necessidades. Uma não pode ser concorrente da outra, porque apenas proporciona mais votos. E é desta forma que os interesses políticos não se podem sobrepor aos interesses e necessidades da população.
Em resumo e em concreto proponho 10 pontos-chave de intervenção autárquica prioritária: 1) Dinamizar a participação ativa da maioria da população (Atividade lúdico-desportiva para todos), com iniciativas sistemáticas de ocupação dos tempos de ócio; 2) Melhorar as condições de realização da atividade desportiva, no sentido de mais e melhor apetrechamento de infraestruturas desportivas formais, para a prática desportiva escolar e federada; 3) Proporcionar melhores condições às escolas, nomeadamente no 1º CEB, para as escolas ultrapassarem as dificuldades com que se debatem no desenvolvimento das AEC’s; 4) Fomentar e apoiar a formação dos agentes desportivos (quadro de dirigentes, treinadores, árbitros, animadores e monitores), em colaboração com entidades formadoras locais; 5) Apoiar, seriamente, o Associativismo, particularmente, quando estes investem na promoção de atividades para as “minorias” (mulheres, deficientes, idosos, modalidades amadoras); 6) Planear e projetar áreas de lazer (de várias dimensões e funções) para a prática desportiva informal, para usufruto de todos os grupos etários e sociais; 7) Paralelamente definir uma linha de orientação para os limites da construção; 8) Alargar a área pedonal a determinadas áreas nobres (à imagem do que já foi realizado, e muito bem, no centro da cidade); 9) Criar vias pedonais e ciclovias, seguras, aproveitando as zonas envolventes com interface com a área nobre da cidade; 10) Aposta prioritária em alguns projetos desportivos (modalidades e eventos) para catapultar o nome da cidade e da região, para níveis internacionais, impulsionando o turismo, o comércio e a economia local.
Com a convicção que é mais fácil ser “pedra que vidraça”, o meu contributo apela a uma dinâmica positiva e conjunta, mas por uma cidade mais saudável e ativa.




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