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Por quem os sinos dobram

Pare, leia, reflita, aja!Vivemos num tempo paradoxal em que pouco lugar há para a solidariedade, a subsidiariedade, a dignidade da pessoa. E o relativismo cultural, o individualismo utilitarista e o hedonismo vão-se impondo como modelos de relacionamento e matrizes de vida.

Dinis Salgado
31 Out 2012

Cada vez mais se afirmam os extremos: a fartura e a fome, a riqueza e a pobreza, a verdade e a mentira, o riso e o choro. E assistimos, com generalizada indiferença, a esta gritante evidência: países onde os caixotes do lixo abundam de pão e países onde se morre de fome.

Por isso, nada mais oportuno que, na antevéspera de mais um Dia de Finados, a transcrição, aqui, da bela reflexão de John Donne (poeta e orador sagrado inglês, 1571-1631) sobre a solidariedade e amizade humanas:

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a Casa dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E, por isso, não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

Ora, esta dimensão humana, cultural e espiritual que John Donne põe na teia de relações comportamentais entre os homens, as instituições e o ambiente é garantia cabal de uma vivência solidária, digna, subsidiária, livre. E só ela é capaz de mudar o mundo pela promoção que faz de novas vias de desenvolvimento de todo o homem e de todos os homens.

Então, até de hoje a oito.




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