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Câmara de Vila Verde vai pagar as dívidas aos seus fornecedores

Portugal vive uma crise financeira de difícil resolução, fruto de políticas erradas no passado, sendo necessário, a nível de todos os agentes políticos, o estudo de estratégias mais viáveis para se poder minimizar este grande imbróglio.

Salvador de Sousa
30 Out 2012

A Câmara Municipal de Vila Verde apresentou uma proposta à Assembleia Municipal, merecendo a aprovaçaão deste órgão deliberativo, de um documento visando a adesão do Município ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), com um crédito muito vantajoso, no sentido de poder reestruturar a dívida de curto prazo, tendo como principal prioridade pagar aos fornecedores e a todos aqueles que prestam serviços a esta autarquia, sendo uma boa forma de dinamizar a economia local, fortalecendo a solidez financeira das empresas e de outros setores, podendo evitar, em alguns casos, a falência, com o consequente aumento de desemprego, a diminuição do investimento, gerando uma retração económica grave, como acontece a nível do país.
O saneamento económico do Município de Vila Verde constitui uma atitude responsável (como sempre!) de uma Câmara que deseja o melhor para o seu concelho. Apesar dos atuais problemas económicos do país e do cumprimento do programa de Assistência Económica e Financeira, que tem levado à redução de verbas destinadas às autarquias locais, Vila Verde quer continuar a prosseguir com os projetos e com todas as ações que têm promovido o desenvolvimento do concelho. Destaco o dinamismo em variados setores da atividade municipal que muito tem contribuído para o bem-estar da população em geral, atraindo, inclusivamente, pessoas de outras paragens a viverem em Vila Verde, real-
çando a requalificação e modernização da rede viária, água ao domicílio e saneamento básico, grandes investimentos nas freguesias a nível do desporto, cultura e outras iniciativas de índole recreativa e religiosa em parcerias com as associações e fábricas de igreja. É bem notória essa ação quando visitamos os adros das igrejas e outros espaços cívicos, assim como um parque escolar de que se pode orgulhar; equipamentos sociais com grande nível e instalações de saúde renovadas e com elevada qualidade.
No que concerne às tabelas de taxas e licenças, a Câmara aprovou um regulamento muito vantajoso a nível do IMI com reduções bastante elevadas; no setor da água e do saneamento, é o terceiro município do distrito de Braga com serviços de saneamento e água mais baratos, havendo, ainda, isenções para as instituições particulares de solidariedade social nas tarifas de ligação de água e de saneamento e para outras situações previstas no regulamento. Este prevê, também, variadas isenções de pagamento de taxas para obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração, conservação e urbanização. O mesmo documento estipula, ainda, os grandes benefícios, no âmbito das taxas e licenças, para as empresas, sobretudo destinadas para fins agrícolas, pecuários ou florestais, nos empreendimentos turísticos dentro do setor de turismo de habitação e, também, a isenção do pagamento da taxa de derrama, por um período de três anos, às empresas que investem no concelho e que criem, no mínimo, três postos de trabalho.
A área empresarial, o apoio à construção de equipamentos sociais e de saúde e de outras parcerias de acentuado interesse também têm sido setores em expansão, tendo como principal finalidade o progresso local e regional. Temos o exemplo do IEM (Instituto Empresarial do Minho), em Soutelo, prestando o “apoio à investigação aplicada no âmbito da economia e gestão” e respetiva formação e o CDE (Centro de Dinamização Empresarial), também em Soutelo, “um importante instrumento de alavancagem do desenvolvimento da região”.
Não podemos esquecer eventos como, por exemplo, a promoção dos lenços de namorados, a festa das colheitas, recentemente rea-lizada, ultrapassando as expetativas inicialmente previstas, tendo em conta também o programa da Praça da Alegria dedicado a Vila Verde, louvando aqui todos os participantes com as suas iniciativas desde a Câmara Municipal, ATAHCA, destacando-se a grande animação empreendida pela Associação dos Amigos do Museu Terras de Regalados (AMUTER) que intervieram e souberam engrandecer esse mesmo programa. De destacar o encantador Rancho Folclórico Juvenil e Infantil da Vila do Pico de Regalados, apresentado por Adelino Araújo, o desfile de noivas de várias eras (séc. XVIII até ao princípio da segunda metade do séc. XX) organizado com um elevado empenho pelo Sr. Pinto e sua esposa, Prof.ª Rosa Meireles, merecendo uma enaltecida apresentação levada a efeito pela Prof.ª Sameiro Ferreira. O programa em questão ofereceu importantes momentos de animação cultural e social, de revivescência das tradições e riquezas ancestrais, como é o caso do “Doce de Regalados”, sendo uma alavanca de dinamização da economia local e na projeção de tudo aquilo que temos e somos capazes de fazer. Bem-vindos a Vila Verde.




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