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Futsal e FPF querem crescer

Em vésperas de saída da seleção nacional sénior masculina de Futsal para mais uma participação num mundial da modalidade que se vai disputar na Tailândia de 1 a 18 de novembro deste ano, a Federação Portuguesa de Futebol anunciou que quer “aumentar o número de praticantes e transformar o futsal na maior modalidade de pavilhão”.

26 Out 2012

Foi exatamente ontem, quinta-feira, durante a apresentação pública do plano estratégico da FPF para o futsal. Para que se cumpra este grande objetivo, o número de atletas federados tem que passar dos atuais de 64.916 para 73 mil em 2016.
A FPF desenvolveu um trabalho de planeamento estratégico envolvendo todos os agentes e dando oportunidade a todos de manifestarem a sua opinião, com a finalidade de todos tomarem a melhor e mais consensual direção. É de louvar esta “nova atitude” e forma de como esta federação se apresenta, percebe o seu sentido de responsabilidade social e cumpre o Estatuto de Utilidade Pública que lhe está concedido pelo Governo.
Deseja-se que este novo “comportamento de modernidade” se constitua como um exemplo para o mundo do associativismo onde o “foco” de atuação deve estar centrado nos praticantes e na população em geral.
No que se refere ao anunciado plano, este desenvolve-se a partir de 5 áreas ou eixos principais. Pretende-se desde logo chegar a todo o território nacional envolvendo as associações distritais no sentido de satisfazer os atuais praticantes e adeptos e criar uma forte parceria com o “desporto escolar” e “desporto popular”, fundamental para fazer crescer a modalidade em número de praticantes.
A organização da modalidade é também um ponto central do plano, desejando-se um alinhamento e comunicação perfeita com as associações e clubes “através de uma reorganização administrativa e técnica interna apoiada tecnologicamente”, sendo para isso fundamental uma regularidade e forte competitividade nos diferentes escalões, tanto no setor masculino como no feminino.
A formação dos agentes, a começar num modelo de desenvolvimento do praticante de futsal é um dos fatores chave para o sucesso, mas também não são esquecidos os dirigentes, os treinadores, os árbitros, os pais e os adeptos onde esta formação é tão necessária como fundamental para a afirmação e valorização da modalidade. A viabilidade e sustentabilidade financeira e os necessários recursos que os clubes e associações deverão possuir é quarto ponto importante deste plano onde a liderança da FPF pretende apostar. Por fim, assume-se como fundamental a necessidade de “saber comunicar com mais eficácia com os vários stakeholders” para que exista reconhecimento, visibilidade e o futsal ser efetivamente um valor acrescentado para o dia-a-dia de muitos portugueses, e que em 2016, como se deseja, sejam mais de 73.000.
A FPF aparece-nos finalmente como uma Federação que percebe o que é o mercado, onde estão os praticantes, e que a sua modalidade de Futsal pode “chegar a muitos”, independentemente do nível e objetivos de prática de cada um. Quer afirmar-se pela quantidade, teve coragem para estabelecer uma meta e poder medir-se mais tarde, mas também não esquece a importância da qualidade do plano.
Não basta estar com regularidade e de dois em dois anos nas fases finais dos campeonatos europeus e mundiais com a equipa sénior masculina, assume que os seus agentes devem estar “bem formados” e melhor preparados para defender e fazer evoluir a sua modalidade.
Por outro lado, reconhece a FPF que existem outros setores, nomeadamente o escolar, onde a interdependência é fundamental para se promover o verdadeiro desenvolvimento desportivo em Portugal.




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