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O “sonho” continua!

Julgo que não andarei longe da verdade se afirmar o seguinte: os adeptos do Sp. Braga – mesmo os mais “ferrenhos” e otimistas – temiam, antes do jogo com o Manchester United, que os Guerreiros do Minho saíssem humilhados de Old Trafford, com uma goleada de criar bicho. É certo que a recente vitória contra o Galatasaray na Turquia e a grandeza da equipa de “Sir” Alex Ferguson constituíam motivação reforçada para que o “onze” bracarense pudesse evitar tal goleada humilhante.

Pedro Álvares de Arruda
25 Out 2012

Todavia, idêntica “motivação” existia aquando do jogo contra o Arsenal de Londres – e a cabazada ali sofrida em 15 de setembro de 2010 ainda ecoa na mente dos adeptos minhotos, constituindo um “trauma” difícil de superar.
Convém salientar que a apreensão dos adeptos do Sp. Braga era totalmente justificada. Afinal, o Manchester United é um dos “monstros” do futebol planetário, com um orçamento anual superior a 300 milhões de euros – uma verba astronómica se comparada com os menos de 20 milhões/
/ano do nano-orçamento bracarense. E se é verdade que, em campo, não são as notas nem as moedas que ganham jogos, também não deixa de ser verdade que a abundância de dinheiro permite formar uma estrutura quase invencível. Basta reparar que, no jogo de anteontem, o Manchester United tinha no banco de suplementes futebolistas que valem milhões e que fariam as delícias das “primeiras equipas” de alguns dos melhores clubes do mundo…
Felizmente, o receio dos braguistas não teve correspondência com a realidade. O Sp. Braga entrou em Old Trafford sem medo do “gigante” e, em duas penadas, colocou em sentido o poderoso Manchester e os mais de 70 mil adeptos britânicos que o apoiavam nas bancadas. E estou mesmo convicto de que, por essa Europa fora, os que viam o encontro através da tv suspenderam a respiração, incrédulos, quando o Sp. Braga se colocou em vantagem por dois golos.
Infelizmente para nós, o Manchester United superou-se na segunda parte do encontro e conseguiu, ainda, “dar a volta” ao resultado, vencendo por 3-2. Contudo, para chegar a essa vitória, a equipa inglesa teve de suar as estopinhas e de contar com dois “fatores” que ajudaram à missa: um pouco de sorte nos dois primeiros golos (com alguma negligência defensiva à mistura) e uma injustificada demora, por parte do treinador “arsenalista”, em substituir futebolistas que, logo nos primeiros minutos da 2.ª parte, se estavam a revelar incapazes de conter o avanço do Manchester e de aplicar com eficácia a (nossa) estratégia ofensiva da 1.ª parte.
De qualquer forma, o Sp. Braga realizou uma partida digna de um “grande” – e mais uma vez soube assumir-se, claramente, como o maior embaixador da cidade de Braga fora das nossas fronteiras territoriais.
Mas o que mais me satisfez neste encontro com o Manchester, pese embora a mágoa da derrota tangencial, foi a capacidade revelada pela equipa minhota de se superar a si mesma e, sobretudo, de inequivocamente demonstrar que não anda na Liga dos Campeões para inglês ver…
E como o “sonho” ainda não terminou, a capacidade revelada pela equipa bracarense no jogo em Old Trafford ainda me acalenta a esperança de que, no AXA, o Manchester United vai “agachar a orelha” – e regressar às terras de Sua Majestade com o rabo… entre as pernas!




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